SSP-AM quer extinguir uso de dinheiro em coletivos para evitar assaltos

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Secretário diz que uso de cartão deve reduzir índices de assaltos em ônibus 

Manaus, AM – A Secretaria de Segurança Pública está está construindo meios para combater ckm rigor  a onda de assaltos a coletivos na capital, que tem aumentado muito este ano.  Após a onda de ssaltos a ônibus do transporte coletivo registrada Manaus, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP), Sérgio Fontes, divulgou nesta quarta-feira (16) estratégias para coibir crimes. Entre as medidas está acabar com o pagamento em dinheiro das passagens nos coletivos.

A medida foi encaminhada à avaliação do Ministério Público Estadual (MPE), que deve emitir ou não uma recomendação para que a situação seja implementada na capital.

De acordo com Fontes, o uso de cartão Passa Fácil deve reduzir as ocorrências de assaltos, a exemplo do observado em outros estados brasileiros, já que os criminosos, em sua maioria, praticam o crime em busca da renda do coletivo.

“Checamos em outros estados. Em todas as cidades onde se eliminou o dinheiro na catraca, as ocorrências de assalto diminuíram muito, consideravelmente. A última que instalou foi Cuiabá e logo houve diminuição de 50% nas ocorrências”, disse o secretário.

O secretário Fontes destacou que a retirada do dinheiro no pagamento da tarifa não deve comprometer dos cerca de 3 mil cobradores que atuam nas dez empresas que operam em Manaus.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou ao G1 que os trabalhadores devem se remanejados para outras funções ou até mesmo para postos de vendas de créditos. Isso deve ocorrer gradativamente caso a mudança seja implementada.

Além do reforço do uso de cartão para o pagamento da tarifa, a SSP-AM propôs ainda a inabilitação dos celulares roubados no momento do registro de Boletim de Ocorrência (BO), ação em parceria com a Embratel; solicitação de ampliação do programa de tornozeleiras eletrônicas para todos os criminosos que usem de violência ou grave ameaça pra realizar seus crimes; implantação de um banco próprio de todos os elementos envolvidos neste tipo de crime, bem como respectiva área de atuação.

Assaltos

Entre janeiro e outubro deste ano, o Sinetram contabilizou 2.767 casos de assaltos em ônibus, uma média de nove crimes por dia. No domingo (13), um motorista foi morto enquanto trabalhava. Nesta tarde, um ônibus da linha 560 foi alvo de criminosos

Os dados de assaltos são referentes às 10 empresas que atuam no transporte coletivo na capital. Em janeiro, por exemplo, foram 171 casos e em outubro – dado mais recente, 400, aumento de 133,9%.

Segundo os números divulgados, a empresa Integração Transportes foi a que mais registrou assaltos de janeiro a outubro desse ano. Foram 533 ocorrências, e mais de R$ 177 mil levados.

Logo em seguida, a empresa Global GNZ segue com o segundo maior número de assaltos na capital. Foram registradas 448 ocorrências e mais de R$ 132 mil em prejuízo.

Ao todo, os 2.767 assaltos registrados pelo Sinetram causaram um prejuízo de R$ 804 mil às empresas que operam na capital. Até setembro, o número de assaltos era de 2.367. Em todo o ano de 2015, foram 2.701 ocorrências.

Nesta terça-feira, feriado da Proclamação da República, cinco suspeitos armados renderam passageiros da linha 560, na Avenida Torquato Tapajós, Zona Norte de Manaus. O motorista do coletivo, Alex Rocha Lima, contou à Rede Amazônica que ficou sob a mira de uma arma. Pelas contas dele, essa é a oitava vez que ele é vítima de assalto.

“A gente sai vivo da nossa casa e é arriscado chegar morto”, disse o motorista Pedro Silveira.

Claudia Nascimento trabalha como cobradora e já foi vítima de assalto 13 vezes. Ela disse temer a onda de violência. “Não tem mais hora. Às vezes, 5h da madrugada eles estão abordando. Geralmente, é a primeira viagem, quando não tem dinheiro e eles agem com mais violência”, relatou.

Nas ruas, passageiros também reclamam dos constantes assaltos. “A gente anda nos ônibus com medo, medo de a qualquer momento ser rendido por algum criminoso. A situação é bem complicada”, afirmou o auxiliar de serviços Gerais, Adriano Pereira, de 24 anos.

Amaznianarede-JAM

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