Sons da floresta e de animais são reproduzidos pela orquestra em “Aventuras da Raposa Astuta”

Manaus – Cordas com os arcos batidos na madeira produzem sons de cigarra e mosquito; trombones e tuba com surdina ecoam no Teatro Amazonas as emoções da Raposa e do Raposo; clarinetes imitam galos; xilofones dão voz ao pica-pau; e as flautas imitam o bater de asas da borboleta azul.

Todos esses barulhos de floresta e animais fazem parte da composição belíssima do tcheco Leos Janácek, da “Aventuras da Raposa Astuta”, que teve sua estreia no XVII Festival Amazonas de Ópera (FAO), no domingo à noite, 28.

A montagem terá mais duas récitas, dias 30 de abril e 2 de maio, às 19h, no Teatro Amazonas. Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro. O evento é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, com patrocínio máster do Bradesco.

A estreia do universo mágico e poético do compositor encheu de cores, luzes e movimentos o centenário palco do TA, agradando de adultos a crianças. Plateia e frisas tinham muitos pequenos, como Maria Eduarda Lopes, de 6 anos, que achou tudo lindíssimo: “Eu até queria ser uma raposinha. E vou pedir para o meu pai me trazer de novo, para rever a peça”.

O pai, Marco Aurélio Lopes, 42, industriário, também ficou impressionado com o espetáculo. “É maravilhoso mesmo para os adultos. É a sexta vez que venho ao festival e a primeira que trago a minha filha. A Secretaria de Cultura está de parabéns por essa montagem especial com foco na infância”.

Jane Lima Figueiredo, 32, levou seus dois filhos ao FAO e foi só elogios para a apresentação lírica. “As crianças são as que mais ganham com essa ópera. Meus filhos adoraram”. O pequeno Michel Figueiredo, 5, amou a Raposa e curtiu a roupa das raposinhas, que pareciam de verdade: “Quero vir ver todo dia”. Lucas, de 10 anos, achou super legal a montagem, lembrando ora quadrinhos ora fábula.

Resumo da ópera – A fábula se passa em uma floresta – uma clara referência à infância do autor e de celebração da natureza – na qual os sentimentos dos animais que ali vivem se assemelham aos de qualquer sociedade humana, uma pequena raposa vive muitas aventuras e desencontros nesta que é considerada uma das obras mais finas do repertório de Janácek.

A apresentação no Festival Amazonas de Ópera tem como principais personagens e intérpretes o barítono Homero Velho (Caçador), Maíra Lautert (A Raposa Astuta), Isabelle Sabrié (a mulher do caçador), Flávio Leite (Pernilongo), Pepes do Valle (Texugo), Murilo Neves (Harashta), Aurean Elessondres (Cachorro), Adriana Assenova Angelova (Raposinha) e Marinete Negrão (Coruja), entre outros.

O espetáculo tem ainda o Corpo de Dança do Amazonas e a Amazonas Filarmônica, com direção musical e regência de Marcelo de Jesus, direção cênica de William Pereira, cenários e figurinos da carnavalesca, artista plástica e cenógrafa Rosa Magalhães, uma das principais responsáveis pelo título da escola de samba Vila Isabel no carnaval do Rio de Janeiro este ano, iluminação de Luiz Fernando e coreografia de Monique Andrade.

Foto – Wesley Andrade

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