Seminário organizado por Susam e Semsa discute ações de combate à mortalidade materna

Manaus – As ações e programas desenvolvidos com a finalidade de reduzir a taxa de mortalidade materna e de reforçar a assistência à saúde da mulher serão temas de um seminário que a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) promove, nesta terça-feira (28), das 8h às 17h, no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde/UEA.

Organizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o evento marcará, em Manaus, o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Redução da Mortalidade Materna. Os índices de mortalidade estão em queda no país e a tendência é seguida no Amazonas.

Com a participação de profissionais de saúde, representantes de conselhos e associações profissionais, de organizações da sociedade civil e de acadêmicos da área da saúde, a programação da “Jornada de Prevenção ao Óbito Materno e de Luta pela Saúde da Mulher” apresentará um panorama atual da mortalidade materna, no Brasil e no Amazonas, apontando os avanços e desafios no enfrentamento do problema.

O secretário estadual de saúde, Wilson Alecrim, destaca que a redução da mortalidade materna é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – como é conhecido o conjunto de compromissos assumidos, em 2000, pelas 189 nações integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), com metas a serem alcançadas até 2015. “Os indicadores do Ministério da Saúde apontam uma redução expressiva das taxas de mortalidade no País, na última década. No Amazonas, os esforços empreendidos no campo social e da saúde, também têm sido determinantes para a queda da taxa de óbitos maternos. Mas é preciso continuar o trabalho de aprimoramento da assistência à saúde da mulher. Este seminário, organizado pela Susam e Semsa, se propõe a contribuir com este processo, no Estado”, diz Alecrim.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna registrou uma queda de 52% entre 1990 e 2010, saindo de 141 óbitos por 100 mil nascidos vivos, para 68 mortes. No Amazonas, a tendência de queda do indicador também foi captada pelos registros do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Em 2009, a taxa estava em 91,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos e, em 2012, fechou em 60,37 mortes por grupo de 100 mil nascidos vivos.

A implantação da Rede Cegonha; o fortalecimento da Atenção Obstétrica e Neonatal, por meio da qualificação do atendimento prestado nas maternidades; o fortalecimento do pré-natal, no âmbito da Atenção Primária, especialmente da Estratégia Saúde da Família; e a implementação de comitês municipais e estaduais de Prevenção à Mortalidade Materna e Infantil, estão entre as ações desenvolvidas com a finalidade de reduzir os índices de morte materna. “Também é importante enfatizar a melhoria do monitoramento dos dados, por meio da Vigilância do Óbito Materno-Infantil e Fetal, com a implantação de núcleos de vigilância nos municípios. Os dados qualificados são fundamentais para subsidiar a gestão, na definição de estratégias de melhoria das ações voltadas para a assistência ao pré-natal, parto e nascimento”, destaca a responsável pelo Setor de Saúde da Mulher, da Susam, Sandra Cavalcante.

Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Redução da Mortalidade Materna -Em 1984, a data de 28 de maio foi instituída como Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde (realizado na Holanda). Em 1988, foi iniciada, na mesma data, a Campanha de Prevenção da Mortalidade Materna, coordenada pela Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, com expressivo envolvimento da Rede Feminista de Saúde, do Brasil.

Desde 1948, o Governo Brasileiro vem assumindo – por meio de convenções, pactos ou planos de ação – compromissos para garantir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e homens.

Rede Cegonha – É uma estratégia do Ministério da Saúde, operacionalizada pelo SUS, fundamentada nos princípios da humanização e assistência, que se propõe a fortalecer uma rede de cuidados que assegura, no caso das mulheres, o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério. No caso das crianças, o objetivo é assegurar o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.

(Agecom)

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