Semasdh faz abertura de Caravana da Cidadania Indígena

Manaus – A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) abriu, no início da noite desta sexta-feira, 26, a Caravana da Cidadania Indígena. O evento aconteceu no auditório do Parque do Mindu, na zona Centro-Sul, e contou com a participação de mais de 20 etnias indígenas, entre elas Sateré-Mawé, Mundurucu, Tukano, Dessana, Mura e Tikuna.

“Nós queremos levar aos indígenas os direitos e programas que já são oferecidos aos demais cidadãos manauaras. É uma obrigação nossa e uma determinação do prefeito Arthur Virgílio. Através de parceria com várias secretarias vamos fazer com que as populações indígenas sejam tratadas com respeito e dignidade”, afirmou a secretária da Semasdh, Goreth Garcia Ribeiro.

Durante a abertura da caravana, líderes indígenas expuseram algumas reivindicações, como criação de feiras de exposição de artesanato em pontos turísticos da cidade, legalização de títulos definitivos de moradias, inclusão em programas sociais, promoção de cursos e oficinas de Direitos Humanos para lideranças, exposição para pintores, escultores, cantores e grupos de danças tradicionais, além de eventos esportivos indígenas.

Na manhã deste sábado, 27, a Semasdh promoverá uma série de ações nas áreas de assistência social, saúde, educação, meio ambiente e trabalho para as comunidades indígenas. A meta é realizar cerca de 2,5 mil atendimentos.

Entre os serviços oferecidos estarão atendimento médico, teste de glicemia, teste rápido de HIV, vacinação, cadastro em programas sociais, emissão de documentos, cadastro no Sine/Manaus, orientação sobre regularização fundiária, entre outros. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) também fará distribuição de mudas, orientação de corte e poda, além de palestra sobre educação ambiental.

O líder indígena André Sateré ressaltou que as comunidades indígenas ficaram satisfeitas com a iniciativa. “Nós achamos muito importante esse interesse da Prefeitura em chamar os indígenas para começar a discutir as nossas necessidades dentro da cidade. Até porque nós queremos fazer parte dessa discussão para melhoria da educação, saúde, habitação, entre outras áreas, para os indígenas”, afirmou.

MATÉRIA: FABÍOLA PASCARELLI
FOTO: ALTEMAR ALCÂNTARA

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