Rodovia poderá unir Manaus a Georgetown

Manaus – O governo da Guiana Inglesa pretende estreitar relações comerciais com o Brasil a partir da ligação terrestre de Manaus com o porto de Georgetown.

Uma comitiva daquele governo, liderada pelo diretor-executivo do Comércio e Indústria Nacional, Winston Brassington, esteve em Manaus, na sede Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para discutir alternativas logísticas de integração entre os países.

Brassington informou que o governo da Guiana está com dois grandes projetos de integração com o Brasil. O primeiro permite a união de Manaus e o porto de Georgetown, por meio de uma rodovia. Para isso, é necessário pavimentar uma estrada de aproximadamente 450 quilômetros que liga as cidades de Lethem, na fronteira com o Brasil, a Linden. De acordo com o diretor, a rodovia está pavimentada e tem cerca de 100 quilômetros no trecho que vai de Linden até o porto de Georgetown.

O porto recebe embarcações com até cinco metros de calado, com tráfego de aproximadamente 60 mil contêineres por ano. “Assim como Manaus, importamos bastante. A maioria dos contêineres vem dos Estados Unidos e fica em tráfego na Jamaica”, explicou Brassington. O segundo projeto é a construção de um porto de águas profundas em New Amsterdam, a 150 quilômetros de Georgetown. A previsão do governo da Guiana é de iniciar o projeto da rodovia em 2014, com uma previsão de término em dois anos. Começada a rodovia, seria dado início a efetivação do projeto do porto.

“Esse diálogo com a Guiana passa também por um interesse da ZFM [Zona Franca de Manaus] alinhado ao Governo Federal. Um dos nossos desafios é melhorar o nosso desempenho logístico”, disse o titular da Suframa, Thomaz Nogueira.

Nogueira informou que a Suframa está dialogando com os países da Panamazônia, especialmente Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, para incrementar as trocas comerciais entre as nações e otimizar a possível logística para a chegada de insumos ao PIM. “No ano passado tivemos várias reuniões, este ano já fomos ao Peru e devemos ir ao Equador no mês de maio, para trabalhar nesses dois objetivos”, detalhou.

Segundo o superintendente, as duas oportunidades são possíveis também com a Guiana. “A primeira oportunidade é incrementar o comércio com o que podemos comprar da Guiana. Temos que identificar uma pauta de produtos que podem ser comprados do país, e, de outro lado, também temos que verificar o que podemos vender ao país. Produzimos motocicletas, televisores, entre outros exemplos. Precisamos tratar os aspectos legais e alfandegários para tentar incrementar esse comércio. O segundo aspecto são as alternativas logísticas. A minha expectativa é que esse encontro seja o primeiro passo para que possamos incrementar essas relações binacionais”, apontou.

Após a apresentação de Nogueira, a comitiva assistiu uma apresentação do grupo francês CMA/CGM, a terceira maior empresa de navegação do mundo, que mostrou a logística das principais rotas utilizadas pela empresa. Em seguida, o diretor-geral de Desenvolvimento Industrial da Moto Honda, João Mezari, fez uma breve apresentação das instalações da empresa no PIM e o funcionamento da escoação de produtos.

Bressington lembrou que atualmente muitos contêineres são transportados vazios a partir de Manaus, de acordo com a produção a ser escoada, e que essa também seria uma oportunidade para a Guiana fazer chegar seus produtos ao mercado brasileiro. O grupo segue na quarta-feira (03) para Boa Vista (RR) e até o mês de junho deve apresentar o resultado dos estudos aos presidentes de cada país, para assinatura de um acordo bilateral. (Com informações da Suframa)

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.