River segura pressão e empata por 0 a 0 com o Tigres no México

A decisão será na Argentina, o que facilita a vida do River
A decisão será na Argentina, o que facilita a vida do River
A decisão será na Argentina, o que facilita a vida do River

Monte-Rei, ME – Faltam apenas 90 minutos. A primeira partida da final da Copa Bridgestone Libertadores não teve gols. No Estádio Universitario, no México, Tigres e River Plate ficaram no 0 a 0, nesta quarta-feira (29). Com o resultado, qualquer empate no confronto da volta, em Buenos Aires, levará o duelo para a prorrogação, uma vez que não existe a regra do gol fora de casa na decisão do torneio.

No Botafogo, Arévalo Ríos tinha a específica função de marcar e pouco ia à frente. Porém, pelo Tigres, o volante aparece quase que a todo momento como elemento surpresa. No duelo contra o Internacional, no México, o uruguaio estava dentro da área para marcar de cabeça o terceiro gol da equipe. Diante do River, o defensor novamente apareceu no campo de frente e por muito pouco não abriu o marcador. Em lance pelo lado direito, Arévalo retomou a posse de bola e levantou na grande área. Propositalmente ou não, a redonda tomou a direção do gol, encobriu Barovero, mas parou no travessão. Por um detalhe que o Tigres não abriu o placar neste lance.

Peça-chave na conquista da Copa Sul-Americana de 2014, o goleiro Barovero foi novamente o nome do River Plate no duelo. Seguro, o arqueiro defendeu uma cabeçada à queima-roupa de Rafael Sobis no primeiro tempo e voltou a salvar os argentinos em cobrança de falta do zagueiro Juninho, no canto direito baixo, com uma grande intervenção. O empate por 0 a 0, grande resultado para o River, passa diretamente pelas mãos de Barovero.

Com a ausência de Aquino, a armação do Tigres ficou sob responsabilidade de Darmian Alvarez e Jürgen Damm. Aberto pelo lado direito, Damm praticamente foi engolido por Ponzio, volante do River, e pelo lateral Vangioni. Com a ‘dobra’ de marcação argentina, o meia teve dificuldades em criar chances de gol, ou ao menos de levar a bola para a linha de fundo. O atleta também não esteve inspirado nos levantamentos à área, facilmente neutralizados pela defesa argentina. Em sua única chance, na única falha de marcação mais grave, Vangioni cortou mal uma bola enfiada, que caiu nos pés de Damm na grande área. O meia driblou Barovero, mas demorou para finalizar e deu tempo da defesa do River retornar e evitar o gol mexicano.

O River Plate conseguiu o que queria. O resultado por 0 a 0 é benéfico aos argentinos, que poderão vencer por um placar simples na Argentina e sair com o título da Libertadores. ‘Copeiros’, os millonarios praticamente não se expuseram no campo de ataque e passaram o confronto ‘quebrando’ a bola ao setor de frente e impedindo que o Tigres tivesse espaço para chegar com facilidade, principalmente com os meias Damm e Alvarez.

O meio-campo do River, somado aos laterais, se posicionou como pilares à frente da defesa e criou um bloqueio, que não foi superado pelo ataque mexicano. Na teoria, Marcelo Gallardo escalou a equipe no 4-3-3, porém, o time se posicionou no 4-5-1, fechando qualquer espaço livre para o Tigres. Os argentinos abusaram das faltas também. Em todo o duelo, o River cometeu 25 infrações, contra 17 dos mexicanos.

A lesão muscular de Javier Aquino, meia de ligação do Tigres, foi bastante lamentada pelos mexicanos. Liso e muito habilidoso, com capacidade de furar as linhas de marcação, o atleta não esteve em campo diante do River. Por conta de sua ausência, o Tigres foi a campo com Damm e Alvarez na armação, mas nenhum dos dois conseguiu grandes feitos. Ambos tinham dificuldade em fugir da forte marcação argentina e faziam o óbvio com frequência: levar a bola para a linha de fundo e cruzar. Porém, com as laterais bem bloqueadas, o Tigres ficou rodando a bola da defesa para o meio e não conseguia criar chances de gol. O zagueiro Juninho foi o jogador do Tigres que mais acertou passes no segundo tempo, o que mostra a dificuldade mexicana de ir ao ataque e encurralar o River.

Com o empate por 0 a 0, o confronto irá para a prorrogação em caso de nova igualdade, em Buenos Aires. Não existe a regra do gol fora de casa, então, mesmo que exista um placar igual com gols, o duelo seguirá para o tempo extra. Caso o empate persista, a Libertadores de 2015 será decidida nas penalidades. A partida no Monumental de Núñez acontecerá na próxima quarta-feira, no dia 5 de agosto.

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