Porto de Parintins não foi projetado para receber transatlânticos

Parintins – Inaugurado no dia consagrado mundialmente a mentira, em 1° de abril de 2006, o Porto da cidade de Parintins, construído pelo Exército Brasileiro com recursos do governo Federal na ordem de R$ 16 milhões nunca recebeu navios de grandes cargas ou transatlântico, porque o projeto de engenharia não contempla essa atracação.

Na época, o evento teve participação do então governador Eduardo Braga (PMDB) e o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) e a euforia era justamente a possibilidade do embarque e desembarque dos navios com os milhares de turistas para movimentar a economia e criar oportunidades de empregos.

Em sete anos de funcionamento, soma-se mais um aporte próximo a 10 milhões para novas reformas devido à enchente do rio Amazonas alagar as dependências do prédio e estacionamento em 2009 e 2012, nada mudou no tráfego marítimo.

Após duas semanas fechado, para reparo em fissuras na estrutura metálica da ponte móvel e nos pilares a Marinha do Brasil recomendou a reabertura, que ocorreu dia 13 de abril.

As fissuras ocasionadas pelo desgaste do tempo, força de tração da correnteza do rio Amazonas e ainda o acumulo de entulhos entre troncos de árvores podem retornar.

Hoje uma empresa contratada é obrigada a fazer a limpeza da área para evitar os entulhos de árvores e mureru que estacionam na ponte. Segundo os portuários mais antigos, nunca ocorreu esse fenômeno, quando funcionava o velho cais ou “trapiche” como era chamada a antiga balsa.

Reis garantiu segurança

Na solenidade do dia 13 de abril, o superintendente de administração da Ahimoc, Sabá Reis anunciou que até junho nova pintura será realizada em toda a área, incluído no píer. Reis disse ainda que os passageiros, marítimos e portuários podem ficar tranquilos quanto à segurança.

O comandante da Marinha do Brasil em Parintins Manoel Ribeiro confirmou que o projeto original não contempla a atracação de transatlânticos, mas não soube informar se haverá mudanças. “Isso é com a direção portuária.

Somente se a certificadora projetar de outra forma. Se houver outro arranjo no projeto ai sim pode atracar embarcações de grande porte”, diz.

Manoel Ribeiro ponderou, no entanto que a Marinha do Brasil faz a inspeção anual corretiva e é normal a suspensão de atrações para as medidas necessárias.

A certificação do Porto em Parintins venceu no mês de março desse ano. “É preciso esclarecer que para a Marinha a balsa do Porto é uma embarcação. Dessa forma precisa de todos os ajustes. Assim como um veículo.

Você compra ele novo, mas no decorrer do tempo perde um pneu uma roda. Deve ter manutenção”, comenta.

A nova certificação de funcionamento vai até dia 5 de Outubro de 2013 nenhum Transatlântico poderá atracar. A reportagem manteve contato com o superintendente Sabá Reis pelo fone 99xxxx40 no sentido de verificar se existe alguma iniciativa de alteração projeto original, mas não obteve resposta.

Amazonianarede – Hudson Lima/JI

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