Policiais civis do Amazonas participam de capacitação promovida pelo Enasp

Manaus – Delegados e investigadores da Polícia Civil do Amazonas participaram do 2º módulo do Curso de Persecução Penal do Crime de Homicídio, promovido pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).

Ocorrido na quinta e sexta-feira, 23 e 24 de maio, respectivamente, na sede do Ministério Público do Amazonas, na zona oeste de Manaus, o curso teve o objetivo de apresentar aos participantes um aprimoramento dos procedimentos de investigação de homicídios utilizados por agentes da Justiça Criminal.

No evento, foram abordados temas referentes à perícia criminal, medicina legal, produção de provas, condução de investigação, entre outras técnicas necessárias para elucidação de crimes. Em Manaus, o curso foi organizado pela juíza Mirza Telma Cunha, gestora da Enasp na área de Persecução Penal pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), em conjunto com os integrantes do Grupo de Persecução pela Polícia Civil do Amazonas, Cristina Andrade Portugal, e pelo Ministério Público, representado por Lauro Tavares.

O evento também contou com a presença da promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira, coordenadora nacional do Curso de Persecução Penal do Crime de Homicídio pelo Enasp.

Para o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Raphael Correa Campos, um dos participantes do curso, toda capacitação é importante para melhorar o trabalho da Polícia Civil do Amazonas.

“Essa capacitação poderá contribuir para o trabalho da Polícia Civil na elucidação de crimes. Tivemos aqui a interação com diferentes órgãos da Justiça Criminal e tivemos a oportunidade de fazer um intercâmbio das experiências, ter conhecimento do que ocorre em outros Estados e das dificuldades enfrentadas por outros agentes em outros Estados”, relatou o delegado Raphael Correa.

“Essa é uma oportunidade de estar junto às pessoas que trabalham com a Justiça Criminal. Esse é um grande fórum, onde trocamos ideias e adquirimos novos fundamentos para modernizar o nosso dia a dia na Polícia Civil. O mais importante é ver as experiências exitosas em outros locais do País, as soluções encontradas por lá”, afirmou a delegada Geórgia Cavalcanti, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Metas alcançadas – Na Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), os órgãos da Justiça Criminal precisam alcançar metas como a judicialização de todos os inquéritos instaurados até o ano de 2008. “Nós da Polícia Civil do Amazonas fomos elogiados pela promotora Ana Rita ontem (quinta-feira) porque conseguimos alcançar a meta. De todos os inquéritos policiais instaurados e enviados à Justiça do Amazonas, em 60% deles encontramos a autoria dos crimes por meio das investigações da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS).

Isso mostra que a Polícia Civil está fazendo a parte dela e isso é reconhecido”, declarou a delegada Geórgia Cavalcanti.

Preservação da cena do crime – O delegado Adriano Krul Bini, da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, palestrou na tarde de quinta-feira (23), durante o curso de Persecução Penal do Crime de Homicídio. Ele é professor da Academia da Polícia Civil catarinense e tutor da Enasp. Ele ministrou palestra sobre a atuação dos agentes da Segurança Pública nos locais de homicídios e os vícios, consequências e responsabilidades nesse procedimento. Adriano tentou conscientizar os participantes sobre a importância da preservação e do isolamento das cenas dos crimes para o sucesso das investigações.

“O isolamento e a preservação do local do homicídio proporcionam à Polícia Civil uma melhor qualidade na coleta das provas e um elevado índice de resolução dos casos. Chamei a atenção dos participantes sobre as consequências em não se preservar o local de um homicídio. Repassamos um protocolo de atuação para os órgãos de Segurança Pública nas cenas de crime para que, com isso, se tenham resultados positivos nas investigações dos homicídios. É preciso também estreitar as relações entre a Polícia Civil e Militar. Cada órgão tem sua atribuição, mas é preciso ocorrer a interação entre as Polícias, o Ministério Público e a Justiça”, argumentou.

(Agecom)

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