Polícia Civil prende quatro pessoas durante a operação “Ovelha Negra”

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou na manhã desta sexta-feira (28), num conjunto habitacional situado no bairro Lago Azul, Zona Norte da cidade, a operação “Ovelha Negra”, que teve por objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no último dia 20 de março pela juíza Lídia de Abreu Frota, da 1ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute) da Comarca de Manaus.

A ação foi coordenada pelo Diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Delegado Emerson Negreiros, e contou com efetivo de 80 policiais civis, entre delegados, investigadores e integrantes do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (FERA).

Durante a operação três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas (Artigo 33 da Lei nº 11.343/06). Ítalo Inhuma Chota, 24, o “Japonês”, que estava com seis trouxinhas de entorpecentes com características de maconha e cocaína no apartamento onde residia com a família no bloco 192. No local também foi apreendido material para embalo da droga, um celular e R$ 30 em espécie.

Com Everton dos Santos Monteiro, 29, morador do bloco 112, na rua Arinos, foi encontrada uma pedra pequena de entorpecente com aspecto de pasta base de cocaína. Além deles, Alexandre Godim Palheta, conhecido como “Bodó”, foi flagrado pelos policiais civis no momento em que tentava se desfazer de entorpecentes, jogando pela janela do apartamento onde morava, no segundo andar do bloco 164, localizado na rua Rio Maicuru do conjunto habitacional.

No lugar, ainda foram achadas 18 trouxinhas de substância com aparência de maconha. Uma motocicleta modelo Honda CG de cor vermelha e placa JXB-6377, possivelmente utilizada por “Bodó” para fazer a entrega da mercadoria ilícita, também foi apreendida pela polícia.

Proprietário do lanche Urso, naquela área, o comerciante Ednei Tavares Campos, 45, foi levado ao 26º Distrito Integrado de Polícia, no bairro Santa Etelvina, onde foi constatado um mandado de prisão em aberto em nome dele, expedido em 2013 pela juíza Bárbara Folhadela, da Vara de Execuções de Medidas e Penas Alternativas (Vemepa).

O homem foi preso em 2010 por envolvimento com o tráfico de drogas, cumpriu pena no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), onde permaneceu até 2012, e estava sendo considerado foragido da Justiça desde o ano passado.

Ainda na manhã de hoje, ao término da operação, o Delegado Geral de Polícia Civil do Amazonas, Josué Rocha, participou de coletiva de imprensa sobre a ação, realizada no 26º DIP. “Fico muito contente com o resultado deste trabalho e a resposta que estamos dando à sociedade, retirando esses indivíduos de circulação”, enfatizou.

“Houve uma expansão muito grande naquela área da cidade cerca de 10 mil famílias vivem ali, a maioria são pessoas de bem. Mas também encontramos aquelas envolvidas com o tráfico doméstico e isso incomoda essas famílias de bem, por isso desencadeamos a operação. A ação foi diferenciada porque todos os alvos foram em apartamentos. E tivemos muita cautela em realizarmos o nosso trabalho”, declarou o Diretor do DPM, Delegado Emerson Negreiros.

Negreiros informou ainda que as investigações iniciaram em dezembro do ano passado e foi motivada após denúncias anônimas feitas ao número 181 da Secretaria de Segurança Pública, apontando usuários e vendedores de drogas naquela área. “Pedimos à população que continue denunciando para darmos prosseguimento ao nosso trabalho nesta área da cidade. Nós asseguramos que a identidade do denunciante será preservada”, destacou.

Para o vice-presidente do Conselho de Segurança Pública do bairro Santa Etelvina, Waldemiro Pinheiro, a iniciativa da Polícia Civil representa uma grande conquista para a comunidade. “Nós somos uma grande família aqui e quando a polícia retira do nosso convívio essas “ovelhas negras” nós nos sentimos mais seguros”, argumentou.

Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, os quatro serão conduzidos à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde irão aguardar decisão da Justiça.

Fonte: Ascom

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