PF faz “Operação dízimo” em Iranduba para apurar corrupção

Por conta da corrupção, Polícia Federal realização operação em Iranduba
Por conta da corrupção, Polícia Federal realização operação em Iranduba
Por conta da corrupção, Polícia Federal realização operação em Iranduba

Iranduba, AM – A situação política-administrativa do município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, continua delicada em função dos últimos acont4cimentos 3nvolvendo o prefeito afastado Xinaik Medeiros, num esquema de corrupção e por isso o município continua ganhando destaque na mídia, nas editorias de política e policial.

Hoje pela manhã, Polícia Federal deflagrou a Operação Dízimo, com o objetivo de combater organização criminosa que opera desviando recursos públicos federais repassados para a Prefeitura de Iranduba.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens e valores dos criminosos no montante aproximado de R$ 52 milhões visando o futuro ressarcimento do Estado. De acordo com a PF, o esquema é composto por vereadores, secretários municipais, funcionários públicos e empresários.

Cerca de 70 policiais cumprem 29 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva nas cidades de Manaus e Iranduba.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa é composta por vereadores, secretários municipais, funcionários públicos municipais e empresários que atuam de forma estruturada, com divisão de tarefas e intensa movimentação financeira.

A PF informou que a atuação do grupo se baseava na cobrança de valores – o dízimo – dos empresários pelos servidores no intuito de que fossem realizados contratos baseados em licitações fraudadas.

Os valores recebidos mensalmente eram distribuídos entre os servidores e outros integrantes do grupo, inclusive vereadores, em troca de apoio político.

Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, fraudes em licitações e organização criminosa.

Operação Cauxi

O Ministério Público deflagrou a operação “Cauxi” para apurar fraudes em licitações e um esquema de desvio de dinheiro em no município. O desvio ultrapassa R$ 56 milhões em recursos públicos. O prefeito Xinaik Medeiros é suspeito de liderar. Ele foi preso no dia 10.

A irmã do prefeito, Nádia Medeiros, que atuava como tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, foi uma das presas na operação, além de Davi Queiroz, secretário de Finanças; Edu Corrêa Souza, presidente da Comissão Geral de Licitação da Prefeitura; e o Secretário de Infraestrutura, André Maciel Lima, são suspeitos de integrar um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.

Na residência do prefeito, as equipes apreenderam mais de R$ 20 mil reais, além de joias e um carro que estaria no nome de uma das empresas envolvidas no esquema criminoso de fraudes em licitações.

Crime/Licitações

A ação da PF, está sendo muito criteriosa
A ação da PF, está sendo muito criteriosa

De acordo com Lauro Tavares, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a investigação aponta irregularidades em, ao menos, 127 licitações de obras que seriam executadas na cidade.

Dezessete, que teriam sido pagas, não foram executadas. Os casos envolvem, além de obras, irregularidades nos serviços de transporte escolar, coleta de lixo da cidade, entre outros. Empresas que oficialmente tinham como proprietários caseiro e flanelinha venceram licitações.

Corrupção passiva, concussão, fraude a certames licitatórios, participação em organização criminosa, peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, crimes de responsabilidade estão entre os crimes que o grupo teria praticado.

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