Procedimento foi aberto após pedido da AGU para investigar suposto repasse de US$ 1 milhão a programa relacionado ao Brasil
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 17:52
Brasília – A Polícia Federal (PF) arquivou o procedimento aberto para apurar uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.
A apuração foi iniciada a partir de uma notícia-crime apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), com base em uma reportagem do jornal britânico The Guardian. A publicação informou que o governo americano teria destinado US$ 1 milhão a um programa relacionado ao combate ao chamado lawfare e à censura no Brasil.
O procedimento havia sido anunciado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições. Na ocasião, ele afirmou que a corporação havia aberto uma apuração preliminar para verificar a suspeita de interferência externa e que a Diretoria de Inteligência da PF seria responsável pela análise.
Segundo Rodrigues, naquele momento ainda não havia uma portaria para instaurar um inquérito policial.
Pedido da AGU
O pedido da AGU foi encaminhado à PF na quinta-feira (1º) pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia. A solicitação teve como base uma reportagem publicada pelo The Guardian em 30 de setembro.
Segundo o jornal, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria destinado US$ 1 milhão do Fundo de Direitos Humanos e Democracia ao programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil — em tradução livre, “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”.
Na notícia-crime, a AGU solicitou que a PF verificasse a veracidade das informações e apurasse como os recursos teriam sido utilizados no Brasil.
O órgão também pediu a identificação de possíveis responsáveis, beneficiários ou receptores dos recursos em território brasileiro. Caso fossem confirmadas irregularidades, a AGU solicitou que fosse avaliada eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
A AGU destacou ainda que a suspeita surgiu durante o processo eleitoral. Para o órgão, a possível utilização de recursos estrangeiros para influenciar instituições ou a política brasileira ganharia relevância diante da realização das eleições.
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Por D24




