No Amazonas também tem um Rio com o Cristo Redentor

Amazonianarede – Osny Araújo 

Manaus – Na sexta-feira a noite, um amigo conversando comigo ao se despedir, disse que iria ao Rio e ao encontro do Cristo Redentor e desejei-lhe boa viagem e bom divertimento.

No domingo pela manhã, o amigo aparece em casa com uma lembrança da viagem, uma saborosa pamonha e foi aí que eu senti que havia sido enganado em termos pelo amigo, porque na verdade, ele esteve na praia, visitou o Cristo, tomou chopp, caipirinha e tantas coisas, apesar de realmente ter visitado o Rio.

O fato, é que ao invés da baia de Guanabara e do Cristo no Corcovado, o meu amigo esteve no Rio Preto da Eva, cidade onde existe uma bela réplica da estatua do Cristo Redentor, o maior cartão postal do Rio de Janeiro, conhecido pelo mundo à fora.

Mas, a grande verdade de tudo isso, é que o meu amigo foi ao Rio e visitou o Cristo Redentor, isso, ninguém pode negar, a diferença, é que o Cristo ao invés de olhar para a baia da Guanabara, olha para a floresta amazônica, também um beleza impar. Não foi ao Rio de Janeiro, a “cidade maravilhosa”, mas visitou Rio Preto da Eva, uma cidade interligada a capital pelo AM 010, a menos de 10º Km de distância e integrante da chamada Região Metropolitana de Manaus.

O fato, é que essa viagem do meu amigo ao Rio para um encontro com o Cristo Redentor, o que foi verdadeiro, me inspirou em escrever uma matéria mostrando o lado turístico da cidade no Amazonas que também é Rio e igualmente abençoada pelo Cristo Redentor, a exemplo do outro famoso no mundo inteiro, o nosso, é o Rio Preto da Eva.

NOVO POINT

Na verdade, a cidade de Rio Preto da Eva, com pouco mais de 30 mil habitantes, vem despertando para o turismo e fazendo uma forte concorrência no setor com as cidades de Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, com o turismo dentro da Região Metropolitana e em Rio Preto, movimento, segundo os comerciantes do setor de hotelaria como proprietários de hospedagens, hotéis e restaurantes, afirmam que os negócios continuam crescendo, fato que os deixa muito esperançosos e animados.

Situada entre as cidades de Manaus e Itacoatiara, com acesso pela AM-10, uma viagem de Manaus até a cidade não passa de uma hora, o que anima muito as pessoas para um passeio até o local, para rever os amigos ou simp0lmesmente tomar um café regional na feira da cidade ou nos chamados cafés regionais instalados na cidade, com muitos frutos regionais, como tucumã, abacaxi, abacate, pupunha, pé-de-moleque com castanha do Brasil, e outras guloseimas como tapioca com vários sabores, pão com tucumã, o famoso “X caboclinho”, macaxeira, cara e batata cozidos, milho verde cozido, coalhada, doces regionais, sucos variados, sopas diversas e por aí vai, , tudo a gosto dos visitantes.

O município, que tem sua economia embasada na produção e em especial na agricultura familiar, sediando inclusive um grande Projeto de Assentamento do INCRA, o Iporá, é um dos maiores produtores de laranja no Estado, por isso, anualmente realizada a Festa da Laranja, uma das maiores manifestações culturais da cidade, atraindo milhares de turistas de Manaus, outras cidades vizinhas e de vários pontos do país.

PONTOS TURÍSTICOS

Cortada pelo Rio que lhe empresta o nome, Rio Preto da Eva, a cidade, uma das mais novas do Estado, oferece algumas opções interessantes aos turistas que decidem visita-la e passar algumas horas fazendo um turismo diferente, ao invés de grandes e sofisticadas lojas e shoppings, hotéis caros e restaurantes de luxo está em frequenta pequenos estabelecimentos regionais, toma banho no rio Preto, saboreia peixe assado de brasa, toma água de coco, cerveja ou caipirinha e está em contato com a bela natureza amazônica e muito próximo das cidades de Manaus e Itacoatiara.

Os turistas que visitam Rio Preto da Eva, encontram na margem direita do rio Preto existem casas e pequenas fazendas e na sua margem direita existe uma zona militar. Na civil, os turistas poderão visita-la à vontade e são bem recepcionados.

O Rio Urubu, também é muito frequentado e chama muito a atenção no tempo da pesca do tucunaré, espécie de peixe amazônico e que só é fisgado em águas escuros e além disso, os turistas misturam, lazer com aventuras no ecoturismo.

Pequenas cachoeiras, riachos fazem a diferença para os visitantes nos dias de muito calor, como por exemplo, a cachoeira do Soval, a pouco mais de 25 km da cidade com uma queda de quatro metros de altura por oito de largura. Existe ainda a Cachoeira do Tucumã e a Cachoeira Nova. Como ficam situadas em área militar, a visita só permitida como uma autorização, o que não é tarefa difícil.

Isso para não citar o belo balneário que fica bem no centro da cidade, próximo a ponte e a feira, com centenas de barracas à disposição dos visitantes, música ao vivo e outros atrativos que fazem a alegria dos visitantes nos finais de semana, que chegam aos milhares ao local, utilizando de centenas de ônibus.

NA TRILHA COM OS ÍNDIOS

Outro ponto interessante no turismo rural e ecológico praticado no município de Rio Preto da Eva, está na comunidade indígena “Beija-Flor”, onde entre outros atrativos, existe uma grande e variada produção de artesanato e isso, garante uma renda para a comunidade, composta por várias etnias.

Segundo os líderes da comunidade, o local, também conhecida como “trilha selvagem” já foi visitada por milhares de turistas nacionais e estrangeiros e todos segundo eles ficam encantados com os mistérios da floresta, com tudo explicado detalhadamente pelos índios-monitores, que durante a trilha, demonstram como caçam e falam das propriedades das plantas medicinais. Essa aventura turística pela trilha, poderá durar uma manhã inteira, mas quem já participou, garante que vale a pena.

Para quem já enfrentou a caminhada, ela é muito prazerosa e o contato direto com a natureza é fascinante, afirmam pessoas que já realizaram essa aventura turística pelo meio da selva acompanhada dos índios, que promovem com sabedoria, esse tipo de turismo em Rio Preto da Eva, ganhando dinheiro e mantendo as suas raízes culturais e tradições sem destruir o meio-ambiente, por isso, a sua fama começa a ganhar o mundo.

Criada a pouco Criada a pouco tempo, a “Etnotrilha do Selvagem” como foi batizada, a primeira do gênero no Amazonas, tem despertado grande interesse por quem aprecia o turismo ecológico, por isso a iniciativa ganhou o apoio oficial da Empresa Estadual de Turismo ( Amazonastur) e começa a integrar o roteiro turístico da Região Metropolitana de Manaus.

Com o apoio da Amazonastur, na comunidade está ganhando nova estrutura, com a construção de malocas e espaços culturais para apresentações de danças indígenas, rituais e exposição do rico e diversificado artesanato produzido pelos índios das diferentes etnias que trabalham e vivem juntos.

UM POUCO DA HISTÓRIA

A história dessa comunidade indígena em Rio preto da Eva é bem interessante. Tudo começou quando o falecido empresário Richard Melnik resolveu reunir indígenas de várias etnias e a partir daí iniciou uma produção de artesanato que passaram a ser exportados para vários países, gerando renda para os índios.

A coisa caminhou com sucesso. O seu fundador morreu e aí entrou em ação a Prefeitura que com o apoio da Superintendência Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) o projeto foi mantido com respeito a natureza e evitando invasões criminosas.

A Comunidade Beija-Flor que conta com escola, posto de saúde casa de farinha e uma casa de informática, é integrada por índios das etnias tukano, saterê-mawe, sessano, baré, cocama, tuiuca, cambeba, arara e apurinã que dividem o mesmo espaço de forma pacífica, sob o comando de um chefe eleito democrático por eles, que pode ser considerado um cacique e toda essa organização chama a atenção dos visitantes do local.

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