Namorado de Ana Carolina ajudou esquartejá-la com amigos

Franklin da Silva Conceição, 20, pegou faca para ajudar grupo a matar a namorada dele
Franklin da Silva Conceição, 20, pegou faca para ajudar grupo a matar a namorada dele
Franklin da Silva Conceição, 20, pegou faca para ajudar grupo a matar a namorada dele

MANAUS – Detalhes chocantes sobre o esquartejamento de Ana Carolina Nascimento dos Santos, 18, foram revelados na manhã de hoje (19). Um dos acusados do crime brutal é o próprio namorado dela Franklin da Silva Conceição, 20, que assistiu tudo e ainda forneceu uma das facas para esquartejá-la.

De acordo com o delegado Ivo Martins, titular da DEHS, Franklin pegou uma faca que pertencia a sua mãe. Ana Carolina foi assassinada com várias facadas pelo corpo. Ao todo sete criminosos participaram do crime, sendo três adolescentes.

Segundo Martins, o primeiro golpe atingiu o pescoço de Ana, desferido por um adolescente de 17 anos, que também é traficante e filho do traficante Marco Antônio Capucho, preso no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. A motivação do crime seria porque a vítima não aceitou manter relação sexual com o adolescente e todos que estavam na residência.

Franklin relatou em depoimento que a ideia de matar Ana partiu do filho do traficante. O namorado da vítima assistiu tudo de perto e não fez nada para impedir o crime.

“Capataz” teria cortado o pescoço da vítíma
“Capataz” teria cortado o pescoço da vítíma

Um homem identificado como Genesis da Silva Lopes, o “Capataz”, foi a pessoa que cortou a cabeça de Ana Carolina. Segundo Martins, a vítima ainda deu uma tapa no rosto do adolescente filho do traficante. Franklin contou também que depois do tapa, o adolescente, vulgo “Loirinho”, disse: “Não sou comédia, sou bandido e você vai pagar por isso”. Em seguida deu a facada no pescoço de Ana.

Segundo o delegado, Ana ainda implorou pedindo ajuda para Franklin. Ela pedia para que ele a ajudasse e para que seus amigos não a matassem.  Em seguida, depois de morta, veio o plano de se livrar do corpo dela.

Dois adolescentes saíram da casa e roubaram um táxi nas proximidades. Porém, quando eles chegavam à residência, no Novo Aleixo, uma viatura da Polícia Militar os abordou e desde esses dias os dois jovens não foram mais vistos.

“Foi aí que veio o plano B deles. O ‘Loirinho’ mandou o Franklin arranjar um terçado para cortar o corpo, mas ele não conseguiu. Foi até um vizinho, mas o mesmo não quis emprestar, então foi a sua casa e pegou a faca da mãe”, explicou.

Rodrigo, outro suspeito procurado pela polícia
Rodrigo, outro suspeito procurado pela polícia

O namorado de Ana contou em detalhes como foi o esquartejamento. Segundo seu depoimento, “Capataz” ainda disse para “Loirinho”: “Você está fazendo errado, deixa que eu corto”, se referindo aos golpes no pescoço de Ana.

Segundo o delegado Ivo Martins, duas pessoas foram presas, sendo um adolescente apreendido, que está na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Outras cinco seguem foragidas, entre elas pessoas conhecidas apenas como “Wesley”, Rodrigo de Castro Sá, “Capataz”, e outras duas que estão sendo identificadas neste momento na DEHS.

Ainda segundo o delegado Ivo Martins, a vítima seria era usuária de drogas, envolvida com o tráfico e também garota de programa.

Cronologia do crime

A jovem Ana Carolina foi considerada desaparecida após sair de casa no bairro Novo Aleixo na noite do dia 1º de novembro, domingo, e não retornar. No dia seguinte, os familiares receberam uma ligação anônima informando que a moça tinha sido sequestrada, esquartejada e que o corpo havia sido jogado no igarapé do Novo Aleixo.

A partir daí, as buscas foram iniciadas pelo Corpo de Bombeiros. Eles encontraram uma calcinha, camisa, fios de cabelo e sangue da vítima na beira do igarapé do Novo Aleixo, mas nada do corpo. Só no dia 4 é que o tronco da jovem foi achado, boiando na orla do São Raimundo, lado oposto da cidade, sem a cabeça, braços nem pernas, e com 15 perfurações de faca.

No dia 5 de novembro, policiais da DEHS voltaram ao igarapé do Novo Aleixo, onde foram encontradas mais partes do corpo da vítima, provavelmente partes dos membros. No dia 8, um braço foi achado boiando novamente na orla da cidade, e a família reconheceu como sendo de Ana Carolina devido a uma tatuagem da moça no braço.

Na sexta-feira passada (13), a polícia encontrou o local onde a vítima foi brutalmente assassinada, uma estância localizada a 200 metros da residência de Ana Carolina, no Novo Aleixo. Segundo investigadores da DEHS, os donos da estância não haviam informado a polícia sobre o crime por medo de represálias

“Recebemos uma denúncia de que aqui foi o local onde tudo aconteceu. A dona da estância foi ameaçada, ficou com medo e pintou a parede em um dos quartos onde foi o crime”, relatou. A perícia usou um produto chamado “Luminol” para fazer a perícia do local, e os moradores da estância prestaram depoimento.

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