Municípios do Sul do Amazonas tem grandes prejuízos com o péssimo estado da BR-317

Boca do Acre – Os municípios de Boca do Acre, Pauiní e Lábrea, no sudoeste do Amazonas, amargam prejuízos econômicos e sociais por conta da situação precária do trecho amazonense da BR-317, principal ligação das cidades à capital Rio Branco. Os maiores prejuízos são em relação ao transporte de cargas, passageiros e de pacientes.

A situação precária da BR-317 foi tema de uma Audiência Pública, ontem, 26, (26), na Câmara Municipal de Boca do Acre, às 9h, que irá reunir moradores, representantes de entidades, lideranças indígenas, vereadores e prefeitos municipais. A audiência foi requerida pelo presidente Comissão de Turismo e Empreendedorismo (Ctur) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputado estadual Francisco Souza.

De acordo com o deputado, que visitou a estrada no mês de fevereiro deste ano, os mais de 110 quilômetros do trecho amazonense da BR-317, que liga Boca do Acre à capital Rio Branco, possuem pontos intercalados de pavimentação, o que aumenta o tempo de viagem para até quatro horas. “Se tivesse toda pavimentada, uma viagem até Rio Branco pela estrada seria de apenas uma hora e meia”, informou Souza.

Escoamento prejudicado

Segundo informações da Prefeitura de Boca do Acre, cidade com maior rebanho bovino do Estado do Amazonas, ao longo da rodovia, os pecuaristas tem dificuldades para fazer o escoamento da produção e sofrem com os prejuízos.

De acordo com a prefeitura, todo abastecimento da cidade, de alimentos e combustível, depende de Rio Branco, e é prejudicado pela falta de pavimentação da estrada.

Francisco Souza informa que a recuperação da BR-317 já custou aos cofres públicos pelo menos 78 milhões, sendo R$ 74 milhões recursos do Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e o restante de contrapartida do governo do Estado, que foi devidamente cumprida. “Nos pontos onde há uma reserva indígena, por exemplo, a estrada está em situação mais precária. O Dnit precisa resolver esse conflito com os indígenas e dar condições de trafegabilidade em toda a estrada. O órgão teve recursos para fazer”, disse.

Mesmo com todo o dinheiro disponibilizado para a construção e pavimentação da rodovia BR-317, Souza ressalta que até o momento à obra esta parada e sem previsão para o retorno, deixando à população do município de Boca do Acre a míngua, e sem explicação para tal interrupção. “A pavimentação BR-317, proporcionará uma locomoção rápida e segura de pessoas e bens para o Estado do Acre e, demais cidades do entorno, contribuindo assim para o desenvolvimento e integração da região amazônica”, disse.

Histórico

A BR-317 teve seu inicio em 1956 como um caminho de escoamento da madeira utilizada nos seringais. A primeira obra de construção e pavimentação da rodovia iniciou no ano de 2002, porém foi paralisada por falta de recursos financeiros, concluiu-se, até então, apenas os serviços preliminares.

As obras foram reiniciadas no ano de 2008, no trecho entre a cidade de Boca do Acre e Rio Branco que perfaz o total de 110,7 km, através de estudo técnico de viabilidade de implantação da rodovia e posteriormente no ano 2011, incluído no Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC 2).

Foto – Portal do Purus

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