Médico peruano e mãe de bebê de sete meses são denunciados e presos por estupro de vulnerável  

Médico peruano e mãe de bebê de sete meses são denunciados e presos por estupro de vulnerável  

Manaus, AM – A delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), falou durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, dia 1º de setembro, às 10h30, no prédio da Delegacia Geral, sobre as prisões em flagrante de um médico peruano de 45 anos, que atua em hospitais de municípios do Estado, e de uma jovem de 24 anos, mãe de uma bebê de sete meses, denunciados por estupro de vulnerável.

Os infratores foram interceptados por policiais militares da 16º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na tarde de quinta-feira, dia 31, por volta das 14h30, em um motel localizado na Rua São José, primeira etapa do bairro Coroado, zona Leste da capital.

O fato ocorreu após funcionários do estabelecimento  suspeitarem que a bebê estaria sendo aliciada no local, em razão do choro da vítima.

De acordo com Tuma, em depoimento, os funcionários informaram que o infrator chegou ao motel conduzindo um carro e solicitou uma suíte. Eles argumentaram que não viram a jovem e a criança no interior do veículo, pois elas possivelmente estariam no banco de trás do automóvel.

Segundo a autoridade policial, uma funcionária do lugar ouviu um choro perturbador de um bebê, vindo de um dos quartos. Diante disso, acionou os policiais militares, por meio do número 190.

“No local indicado os policiais militares encontraram o médico, a jovem e a filha dela. Na ocasião, constataram que a bebê estava nua. Os policiais então pediram para uma camareira verificar a genitália da bebê, quando foi constatada certa vermelhidão na região, com indícios de estupro.

Em seguida o médico e a mãe da vítima, que se relacionavam há cerca de dez anos, foram levados até a Depca e a bebê encaminhada ao Instituto Médico Legal  (IML), para exame de corpo de delito”, explicou Juliana Tuma.

A titular da Depca afirmou que os laudos confirmaram conjunção carnal e coito anal na bebê. Os exames revelaram, ainda, que em virtude das condições dos órgãos os abusos já vinham acontecendo há bastante tempo.

Na unidade policial, durante depoimento e, diante da confirmação do estupro pelo IML, a mãe da vítima afirmou que o médico seria pai da bebê, mas que nunca havia mostrado amor paternal pela filha. A jovem disse, ainda, que presenciou diversas vezes atitudes suspeitas do infrator com a vítima.

“Naquela tarde no motel a jovem afirmou ter visto o parceiro assistir filmes pornográficos com as mãos nas nádegas da bebê, que estava despida. Ela argumentou que chegou a Manaus aos 15 anos para trabalhar como doméstica, na casa do médico, quando eles começaram a manter relações sexuais que, segundo ela, não era consentido.

Quando engravidou, passou a nutrir um sentimento por ele e, por isso, nunca o denunciou. A jovem afirmou que o médico é o pai da bebê, porém, ele só vai registrar a menina mediante comprovação da paternidade, por meio de exame de DNA”, declarou a titular da Depca.

No prédio da especializada o médico e a jovem foram autuados em flagrante por estupro de vulnerável. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, eles serão levados para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus. A vítima está sob proteção judicial.

Amazonianarede-SSP

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