Laudo não interdita, mas orienta não utilização de aterro da Ponta Negra

Ponta Negra

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Amazonianarede – CMM

Manaus – Um laudo técnico expedido pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Serviços Geológicos do Brasil, apresentado na manhã desta quarta-feira (21) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), recomenda a não utilização por banhistas da área da praia da Ponta Negra que sofreu o aterramento durante o período de águas baixas do rio Negro e aponta como solução para o problema a preparação da praia natural ao lado como área de recreio à população.

O laudo foi uma solicitação da Mesa Diretora da CMM, atendendo requerimento do vereador Waldemir José (PT) depois de uma audiência pública na Casa, proposta pela vereadora Cida Gurgel (PRP) e presidida pela vereadora Socorro Sampaio (PP), da Comissão de Serviços Públicos, que debateu sobre as causas de várias mortes de banhistas ocorridas por afogamento naquele local. Uma comissão de vereadores também foi ao balneário para verificar “in loco” a situação.

De acordo com o laudo, o aterro na praia da Ponta Negra com o intuito de torná-la perene, originou uma superfície irregular do terreno sob as águas, com desníveis abruptos entre as partes mais rasas e mais profundas. O documento afirma ainda que esta feição do relevo submerso representa a área frontal do aterro (saia) que avançou cerca de 80 metros em direção ao rio, quando comparado com a linha de praia na cota de 16,87m.
Os técnicos do CPRM garantem que, em se tratando de balneário, este terreno irregular tanto lateralmente quando em profundidade é um fator de risco para o banhista, fato que fica evidenciado ao comparar-se com a praia natural que possui o relevo mais suavizado, não surpreendendo aquele que adentra suas águas. No período atual da vazante, a faixa de segurança para o banhista é de no máximo 11 metros que corresponde as praias com profundidade inferior a dois metros. O documento destaca que o Corpo de Bombeiros do Amazonas tem delimitado esta faixa de segurança com uma corda e boias, mas ressalta que esta delimitação é difícil de ser respeitada pelos usuários da praia e lembra que no período noturno, quando não há mais a presença dos salva-vidas, a situação se torna muito mais graves.

Os técnicos da CPRM diligenciaram o trabalho de coleta e processamento de dados hidrológicos entre os dias 12 e 19 de novembro na área do balneário da Ponta Negra onde aconteceram 13 afogamentos fatais de pessoas em 2012. São consideradas como áreas de risco as zonas com profundidade de lâmina d’água superior a dois metros e que ocorrem no talude frontal do aterro da praia.

(Fonte: Manoel Marques)

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