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EUA realizam novos ataques aéreos contra o Irã com armas de precisão

(Foto: Divulgação MEC) Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/educacao/prouni-divulga-resultado-da-primeira-chamada-do-segundo-semestre/

O recrudescimento dos combates ocorre após o colapso de um acordo provisório que havia suspendido temporariamente as hostilidades entre as duas nações

EUA – As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram uma nova ofensiva aérea contra o território iraniano às 6h desta quarta-feira (15), 7h no horário de Brasília. A operação representa uma mudança tática significativa na campanha militar de Washington: após dias limitando as ações ao período noturno, os EUA agora atacam à luz do dia. Caças, drones e navios da Marinha americana utilizaram munições de precisão.

O recrudescimento dos combates ocorre após o colapso de um acordo provisório que havia suspendido temporariamente as hostilidades entre as duas nações.

EUA mudam estratégia e intensificam bombardeios

De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), o objetivo da nova onda de ataques é neutralizar as ferramentas militares utilizadas pelo Irã para ameaçar a navegação mercante.

“Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, declarou o Centcom em comunicado oficial.

A nova rodada de bombardeios acontece poucas horas após o término de uma operação anterior de sete horas, concluída na noite de terça-feira (14). Na ocasião, caças, drones e navios da Marinha americana utilizaram munições de precisão contra instalações de mísseis e hangares de drones; sistemas de defesa costeira e bases navais iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.

O estopim para a escalada foi a decisão do presidente Donald Trump de restabelecer um bloqueio naval completo a embarcações com destino ou origem em portos do Irã, após denúncias de que forças iranianas atacaram sete navios mercantes na última semana, deixando quase uma dúzia de tripulantes mortos, feridos ou desaparecidos.

Irã reage e ameaça estrangular o comércio marítimo mundial
Em resposta direta à ofensiva americana e ao bloqueio naval, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do planeta — permanecerá fechado “até o fim dos males dos Estados Unidos”.

Além disso, Teerã ameaçou estender o bloqueio a outras vias marítimas vitais se os EUA e seus aliados continuarem os ataques.

Analistas internacionais alertam que o Irã planeja usar seus aliados houthis no Iêmen para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, a porta de entrada para o Mar Vermelho e o Canal de Suez. Uma liderança houthi confirmou na segunda-feira (13) a prontidão para fechar a passagem, advertindo que a medida poderia fazer o barril do petróleo disparar para US$ 200 caso as forças aliadas de Washington continuem as operações na região.

Ruptura de trégua e contra-ataques a bases aliadas

A tensão regional transbordou para a Península Arábica. Os houthis romperam uma trégua de quatro anos com a Arábia Saudita, disparando mísseis contra o reino após acusarem os sauditas de bombardearem um aeroporto sob controle rebelde no Iêmen.

Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado contra-ataques diretos a posições estratégicas dos EUA no Oriente Médio, alegando ter atingido:

Instalações de comando e logística da Quinta Frota dos EUA no Bahrein;

Uma base logística americana em Mina Abdullah, no Kuwait;

A base aérea de Azraq, na Jordânia, de onde o Irã afirma que parte dos caças americanos decolou para atacá-los.

amazonianarede
Do R7 Portal d24am

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