Início Notícias Amazonas Especialistas discutem em Manaus, novos métodos de diagnósticos para Histoplamose

Especialistas discutem em Manaus, novos métodos de diagnósticos para Histoplamose

Especialistas discutem em Manaus, novos métodos de diagnósticos para Histoplamose

Manaus, AM – Pesquisadores, micologistas, infectologistas, enfermeiros e microbiologistas de 22 países das Américas participaram do II Encontro Regional de Histoplasmose, em Manaus, para discutir novos métodos de diagnósticos comercialmente disponíveis para Histoplasmose.

O encontro ocorreu no período 22 a 24 de março, no Tropical Executive Hotel, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), o evento foi coorganizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Inpa/MCTI), Fundação de Medicina Tropical Heitor Viera Dourado (FMT-HVD) e promovido pelo Histoplasmosis Advocacy Group (iHAG).

Segundo o coordenador do evento, João Braga de Souza, do Inpa, por ano, cerca de 20 a 30 pacientes desenvolvem Histoplasmose no Amazonas.

“Trata-se de uma micose sistêmica que afeta, principalmente, uma parte dos pacientes acometidos por HIV-AIDS. Porém, pessoas com o sistema imunológico comprometido também podem desenvolver a doença que é causada pelo fungo Histoplasma Capsulatum”, disse o micologista.

Doutor em Biotecnologia Industrial, Souza explica que a infecção por Histoplasmose ocorre quando a pessoa aspira do ambiente, fragmentos do fungo Histoplasma capsulatum. Essas partículas são encontradas em locais contaminados por fezes de morcegos, aves e terra de compostagem. O principal sintoma da doença é a febre.

Fungo

“A pessoa aspira o fungo e o microrganismo invade o pulmão. Dependendo da resposta imunológica do acometido pode gerar uma infecção disseminada que afeta o sangue, fígado, baço e o sistema linfático, levando à mortalidade”, informou.

Evento foi coordenado pelo doutor em Biotecnologia, João Braga de Souza, do Inpa

Segundo o pesquisador, atualmente se utiliza para detectar a doença o diagnóstico convencional (laboratorial) por meio de cultura de material obtido do paciente da medula óssea, sangue, escarro e material de lesões.

“O diagnóstico laboratorial (cultura) pode demorar em média 25 dias. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura dos pacientes”, disse.

Contribuir

Com o encontro, os especialistas pretendem contribuir para a adoção de metodologia de diagnóstico de forma mais rápida, que contemple 80% dos países das Américas até 2020.

Para a pesquisadora em Micologia da FMT-HVD, Katia Santana Cruz, o diagnóstico precoce vai impactar no tratamento da doença e propiciar maior sobrevivência dos pacientes.

“Melhorando o diagnóstico aumenta a expectativa de vida do paciente. O nosso diagnóstico atual era feito depois que o paciente apresentava muitas severidades, ou seja, estava praticamente bem debilitado. Agora, estamos estabelecendo um novo protocolo para testar na FMT- HVD”, disse.

Parev

Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) da Fapeam tem o objetivo de apoiar a realização de eventos locais, regionais, nacionais e internacionais sediados no Estado do Amazonas, relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação, como congressos, simpósios, “workshops”, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

Amazoninarede-Fapeam

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.