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Crea encontra irregularidades durante fiscalizações nos barracões das Escolas de Samba de Manaus

Falta de extintor de incêndio, sistema de hidrantes inoperantes e ausência de profissionais habilitados são algumas das irregularidades encontradas pelo Crea (Foto: Gisele Rodrigues)

Manaus – Barracões sem extintor de incêndio, com sistema de hidrantes inoperantes e sem acompanhamento de profissionais devidamente habilitados responsáveis pela concepção e construção dos carros alegóricos. Esses foram uns dos problemas encontrados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AM), durante a fiscalização nos barracões das agremiações das Escolas de Samba do grupo especial de Manaus, na manhã desta quarta-feira (22).

Para que as estruturas das alegorias consigam ter estabilidade suficiente para suportar brincantes e para inspecionar os materiais utilizados, o órgão exige a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de um profissional com conhecimentos em Eletromecânica.

De acordo com o agente fiscal do Conselho que realizou a inspeção, Jhonny Bonato, a primeira agremiação fiscalizada não tinha a ART e apresentou problemas com relação ao uso de segurança.

“No momento que nós cobramos a participação de um profissional da área da engenharia, esse profissional já faz todos esses cálculos estruturais baseado justamente na questão da segurança desses carros, então, qualquer responsabilidade que venha a ocorrer posterior a essa atividade profissional ele passa a ser responsável”, explicou.

Segundo Bonato, todos os anos, o Crea realiza a inspeção nas escolas de samba e a reincidência nas irregularidades tem um alto índice das agremiações. Conforme o agente, a justificativa utilizada pelas escolas tem relação com o baixo orçamento para o Carnaval.

“Muitas escolas são autuadas com autos de reincidência realmente, mas são sempre mencionados a questão do custo para a contratação dos profissionais, por conta do repasse do valor para que possa operar nos carnavais, eles usam mesmo, como posso dizer, essa desculpa”, disse.

A falta de acompanhamento profissional ainda abre, segundo o Crea, um precedente para acidentes graves. “Havendo um acidente a responsabilidade vai recair sobre a escola. Com o profissional não, porque ele se responsabiliza. Além de acompanhar e dar uma segurança para aquela obra que está sendo executada”, disse.

De acordo com o presidente da Comissão Executiva Das Escolas De Samba De Manaus (Ceesma), Jairo Beira-Mar, as escolas têm o conhecimento das cobranças feitas pelo Crea.

“As escolas estão sendo penalizadas em função disso, a gente não tem um dinheiro extra para fazer esse tipo de coisa, e esse dinheiro é retirado também do valor que é para fazer o carnaval. Mas entendemos que, a segurança é prioridade e todas as escolas trabalham com essa necessidade de ter essa segurança dentro dos barracões”, disse.

A concessão do prédio da Avenida do Samba, segundo o representante da Ceesma, foi feita pelo Governo do Estado, mas o prédio não possui manutenção. “Estamos muito tempo sem um reparo. Tem algumas situações de segurança que o próprio formato do barracão não contemplou, como a escada como rota de fuga”, disse.

Segundo o Crea, após a fiscalização um conferência dos documentos será feita pelo órgão, para realizar o auto de infração.

Amazonianarede-D24AM

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