Concurso vai comemorar os sete anos da Lei Maria da Penha

Em comemoração aos sete anos da implantação da Lei Maria da Penha, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov) e da Secretaria Executiva de Política para Mulheres (SEPM), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), lançou, na tarde desta quinta-feira, 1º de agosto, o 1º Concurso Estadual sobre Prevenção à Violência contra a Mulher para as escolas estaduais do interior do Estado.

O evento foi realizado no Centro de Mídias da Seduc, e contou com a presença da secretária de Governo, Rebecca Garcia, da titular da SEPM, Márcia Álamo, e do secretário de Educação, Rossieli Soares. O lançamento foi transmitido em tempo real para os 61 municípios do interior do Estado. A ideia da ação, que será lançada em Manaus no próximo dia 7, no auditório da Ordem dos Advogados Brasil (OAB), seção Amazonas, é inserir a discussão do combate à violência contra a mulher nas famílias, por meio dos adolescentes.

O concurso vai premiar a redação, cartaz e desenho que melhor representarem a Lei Maria da Penha. Os alunos vencedores vão receber a premiação no dia 25 de novembro, em uma solenidade na Assembleia Legislativa do Estado (ALE). A secretária Rebecca Garcia falou da importância do assunto ser discutido entre alunos em idade escolar.

“Nós sabemos que o melhor remédio é a prevenção e, por isso, é importante começar esse trabalho desde pequeno e trabalhar com esses alunos das escolas estaduais. Nós sabemos que uma criança que cresce em um ambiente violento, se torna um adulto violento”, disse Rebecca.

A secretária executiva de Política das Mulheres, Márcia Álamo, também destacou a necessidade de se debater o assunto entre os adolescentes, que, segundo ela, muitas vezes não percebem que vivem em um ambiente violento. Ela também falou dos altos índices de violência contra as mulheres em Manaus.

“Muitos jovens não se reconhecem vítimas de violência ou causadores, por achar que é normal a mãe apanhar, por exemplo. E nós sabemos que não é. Os números de casos desse tipo de crime no Estado são altos. Só na Delegacia da Mulher são registrados 900 casos por mês, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública”, comentou. A secretária destacou ainda que a situação no interior do Estado tende a ser mais grave, principalmente por uma questão cultural, onde ainda é considerado normal que mulheres sejam agredidas pelos seus companheiros.

(Fonte: Agecom)

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