Com atraso começou o hoje o julgamento de Vicente Cruz acusado de mandar matar o hoje ministro Mauro Campbell

No banco dos réus, o ex-procurador do Estado Vicente Cruz

Manaus, AM – Começou  nesta segunda-feira (6) em Manaus o julgamento do ex-procurador geral de justiça do Amazonas, Vicente Cruz Oliveira, acusado de ser o mandante de uma trama para assassinar o hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Marques Campbell. O crime aconteceu há 11 anos, em dezembro de 2006.

O julgamento é presidido pelo juiz Júri Anésio Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. Ele fez a leitura da denúncia apresentada contra o réu pelo Ministério Público do Estado. No banco de réus, o ex-procurador escutou a leitura demonstrando estar à vontade.

Entre as testemunhas arroladas no julgamento pelo Ministério Público foi o procurador de justiça Francisco Cruz, também ex-procurador geral de justiça do Amazonas. Ele foi o primeiro a ser ouvido e disse que na época da tentativa de homicídio chegou a ser procurado por Mauro Campebell e que não teve acesso aos autos.

Depois de ser liberado, Francisco Cruz disse ser constrangedor para ele estar na situação de testemunha em um caso que envolve dois colegas de instituição.

A morte do hoje ministro Mauro Campbell, teria sido encomendada d por Vicente Cruz

O julgamento entrou na segunda fase na tarde desta segunda-feira (6). Depois do interrogatório de quatro testemunhas de acusação e duas de defesa, o Ministério Público do Estado do Amazonas debateu as condições do crime.

Inicialmente o promotor de justiça usou os argumentos para convencer os jurados de que o crime praticado pelo réu foi tentativa de homicídio.

A defesa apresenta tese de negativa de autoria, já que, se houve a intenção, nada foi concretizado. Nesse caso, não houve crime. Não há hora definida para o julgamento ser encerrado.

Tentativa de homicídio

Cruz é julgado por tentativa de homicídio qualificado, crime de formação de quadrilha e bando armado contra Mauro Campbell Marques, hoje ministro do STJ e na época o então procurador-geral de justiça do Amazonas. Segundo a acusação, a tentativa de homicídio aconteceu mediante pagamento ou promessa de recompensa.

Julgamento adiado

No início de outubro deste ano, o julgamento de Vicente Cruz havia sido adiado para novembro. Na época, o réu compareceu à sessão do júri, assim como os representantes da acusação e várias testemunhas do processo, porém os advogados não compareceram e o julgamento precisou ser remarcado.

Quatro condenados

Quatro réus envolvidos no crime já foram julgados em junho de 2016. Maria José Dantas da Silva, Jane da Silva Santos, Lenilson Braga Silveira e Osvaldo Silva Bentes foram condenados a penas que variam de 12 a 16 anos de prisão e recorreram da decisão. Quanto ao réu Elson dos Santos Moraes, o processo dele encontra-se em fase recursal

Amazonianarede-Acritica

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