Brasileirão: Vasco e Flamengo se enfrentam na Arena Pantanal

Arena Pantanal, que foi palco da Copa do Mundo, r4cebe hoje Vaso e Flamengo
Arena Pantanal, que foi palco da Copa do Mundo, r4cebe hoje Vaso e Flamengo
Arena Pantanal, que foi palco da Copa do Mundo, recebe hoje Vaso e Flamengo

Cuiabá – Pela situação no Brasileiro, a vitória no clássico de hoje, às 18h30m, na Arena Pantanal, em Cuiabá, é extremamente necessária tanto para o Vasco, último colocado, com três pontos, quanto para o Flamengo, 17º, com sete.

Embora semelhantes no drama — pela primeira vez, os dois times se enfrentam na zona de rebaixamento —, os rivais apostam em caminhos diferentes para espantar a crise. Pelo menos no que diz respeito ao estilo dos treinadores.

Do lado vascaíno, a experiência de mais de 20 anos de carreira do agitado Celso Roth, que faz sua estreia na equipe, contrasta com a tranquilidade com que Cristóvão Borges lida com as adversidades no Flamengo, apenas seu quarto time como técnico.

Em sua terceira passagem pelo Vasco, Roth, de 57 anos, tem como missão imediata encerrar o jejum de vitórias, que vem desde a conquista do Carioca e derrubou seu antecessor, Doriva. Cristóvão é apenas um ano mais novo que o colega vascaíno, mas ainda era jogador quando trabalhou com Roth, então preparador físico do Grêmio, em 1987. Treinador há quatro anos, o comandante rubro-negro acredita que há espaço para todos os estilos no mundo do futebol.

— Independentemente de estilo, o objetivo é o mesmo, trabalhar, treinar bem a equipe, dar as informações que os jogadores precisam. Aí entra a característica de cada um. O Brasil tem tantos treinadores, cada um com seu estilo, mas o importante é acreditar naquilo que se faz — observou Cristóvão.

Mistério antes do jogo

Se o treinador rubro-negro é conhecido por seu estilo tranquilo, Roth é visto no mercado como um treinador enérgico. Um de seus primeiros alvos em São Januário foi Rafael Silva. Durante a semana, questionado aos gritos se sabia o que deveria fazer no treinamento, o atacante ficou intimidado e, nervoso, escorregou no português. A resposta “Eu sabo” levou até o treinador às gargalhadas. Entre a calma e a agitação, Roth busca o equilíbrio.

— Nem tanto ao céu nem tanto à terra, o meio é o mais indicado para tudo neste mundo maluco, e não só para ser treinador — disse Roth, esquivando-se do rótulo “linha dura”.

Recentemente, o técnico do Flamengo passou pela mesma situação que Roth enfrenta hoje: estreou no rubro-negro em um clássico carioca, o Fla-Flu da quarta rodada, vencido pelo tricolor por 3 a 2 no Maracanã. Ele acredita que Roth teve, ao menos, uma vantagem: tempo para treinar antes do primeiro jogo.

— Na minha estreia, a maior dificuldade foi que eu só pude dar um treino antes do clássico, e isso é bem ruim — contou.

Diferentes no estilo de comandar, Roth e Cristóvão se aproximam na estratégia adotada para o clássico de hoje. Em São Januário, os treinos de quinta e sexta-feira foram fechados. Hoje, sem o suspenso Luan, Rodrigo terá a seu lado Aislan, que não jogou em 2015. Júlio César deve entrar no lugar de Christiano e Julio dos Santos, no de Emanuel Biancucchi.

Homenagem a Carlinhos

Na privacidade do Ninho do Urubu, a imprensa só era liberada para assistir às partes finais dos treinos, e na quinta-feira, a espera na entrada do CT durou mais de uma hora e meia. Mesmo depois de comandar um treino na Gávea, totalmente aberto aos jornalistas, na sexta-feira, Cristóvão não deu pistas da escalação.

— Mistério não ganha jogo, não é decisivo, mas pode ajudar, sim, porque faz com que o adversário não defina sua estratégia de jogo — explicou. — O Celso é um treinador que está entrando (no Vasco), e eu, é claro, estou acompanhando o trabalho dele, assim como ele acompanha o meu.

Outra semelhança dos rivais é a situação ruim na tabela. Um problema que tem sido comum nos últimos anos, e pode ter a mesma explicação, segundo o técnico do Flamengo.

— Algumas coisas são parecidas nos dois clubes, como ter iniciado o Brasileiro tendo que definir algumas coisas em relação ao time. Isso é complicado e vai ser assim em qualquer ano. Você tem que iniciar o Brasileiro o mais pronto possível. Acho que as duas equipes ainda estão sofrendo por causa disso — afirmou Cristóvão.

Hoje, os jogadores do Flamengo usarão na parte de trás da camisa a mensagem “#CarlinhosEterno”, em homenagem ao ex-jogador e ex-treinador do clube, que faleceu segunda-feira, aos 57 anos. Também será respeitado um minuto de silêncio antes do início da partida.

Vasco x Flamengo

Vasco: Charles, Madson, Aislan (Anderson Salles), Rodrigo e Júlio César; Serginho, Guiñazú, Julio dos Santos e Jhon Cley; Riascos (Rafael Silva) e Gilberto.

Flamengo: César, Luiz Antônio, Wallace, Samir e Anderson Pico; Jonas, Márcio Araújo e Canteros; Emerson, Eduardo da Silva e Éverton.

Juiz: Héber Roberto Lopes (Fifa-SC).

Local: Arena Pantanal.

Horário: 18h30m.

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