Bar do Armando, Caldeira e Jangadeiro tombados como patrimônio Imaterial do Estado

Dep. estadual Bosco Saraiva, autor do projeto que ajuda a preservar a história de Manaus, também na boemia
Dep. estadual  Bosco Saraiva, autor do projeto que ajuda a preservar a história de Manaus, também na boemia
Dep. estadual Bosco Saraiva, autor do projeto que ajuda a preservar a história de Manaus, também na boemia

Manaus, AM – O projeto de Saraiva transformou em Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, três dos mais tradicionais bares de Manaus, Bar do Armando, Caldeira e Jangadeiro, todos situados no centro histórico da capital e ponto de reuniões de amigos para uma boa e gelada cerveja,conversas sérias e fiadas ou ouvir uma boa música.

Os bares premiados com esse título são bem conhecidos dos manauaras e até no Brasil e exterior, considerando que recebem muitas visitas de turistas,pela posição privilegiada que se encontram, estão todos no centro histórico da cidade.

O nome original do estabelecimento na esquina das ruas José Clemente e Lobo D’Almada era Mercearia Nossa Senhora dos Milagres. Mas, após a explosão de uma caldeira da Santa Casa de Misericórdia justo naquele ponto, em 1970, o lugar ficou associado ao acidente e começou a ser chamado pelo nome como é conhecido nos dias atuais: Bar Caldeira.

Hoje, a partir das 19h, o bar do Centro celebra sua tradição e sua história com a inauguração de uma placa memorial registrando seu tombamento como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

“Para nós, esse reconhecimento foi muito bom, pois a partir do momento em que uma instituição é tombada, ela fica para sempre, você não pode mais mexer. Isso transformou o bar verdadeiramente num bar imortal”, assinala Carbajal Gomes, que há três anos administra o bar, inaugurado em 1963, e faz questão de manter viva a tradição do local. “Divulgamos bastante a história do Caldeira, as presenças importantes em sua história, como a de Vinicius de Moraes”.

A solenidade de inauguração da placa comemorativa será celebrada à moda do Caldeira, com shows de grupos de samba, entre eles o Fino do Samba.

A Velha Guarda do bar também marcará presença na festa, com direito a jantar especial na casa. “Isso para eles é bom: ver o ambiente que eles frequentaram há 40, 50 anos atrás, tombado como patrimônio”, destaca Gomes.

O descerramento terá ainda a presença de Bosco Saraiva, autor do projeto que propôs o tombamento do Caldeira.

A falta de preservação do patrimônio histórico do Estado é uma das grandes inquietações do deputado estadual.

“Este é um legado que quero deixar, de coisas efetivamente materializadas. Tenho muita preocupação com o arcabouço da história física da nossa cidade. Até hoje lamento a derrubada do Cine-Theatro Guarany, e toda vez me dói ver os antigos casarões da Joaquim Nabuco abandonados”, declara.

Tradicionais

Além do Caldeira, o projeto de Saraiva também transformou em Patrimônio Cultural Imaterial do Estado outros dois ícones do circuito boêmio da cidade: o Bar do Armando e o Jangadeiro Bar. Os dois estabelecimentos deverão receber placas memoriais com o registro do tombamento na próxima semana, em datas ainda a serem definidas.

Para Ana Cláudia Soeiro Soares, atual proprietária do Bar do Armando, a iniciativa ajuda a inscrever o local para sempre no cenário cultural.

“É fantástico, pois é uma forma de imortalizar o bar. Agora o Bar do Armando está tombado, imortalizado na cultura do Amazonas”, declara ela, à frente da casa desde a morte do pai, Armando Soares, em 2012. O famoso lusitano cuidou por décadas do bar, tradicional reduto de intelectuais e boêmios de Manaus que já soma 63 anos de fundação.

“Poucos comércios em Manaus têm esse tempo de vida, e isso é um diferencial do bar, além da história que tem na cidade de Manaus”, aponta Ana Cláudia. A filha de Armando vê o tombamento também como a concretização de um sonho de muitos anos. “Isso era uma vontade antiga minha, que surgiu com a ideia do tombamento da Banda da Bica, a exemplo do que aconteceu com a Banda de Ipanema, no Rio de Janeiro”, diz. “Fiquei muito feliz, quase explodi no dia em que soube da notícia”.

Quem também ficou exultante com a iniciativa foi Maria de Fátima Costa, atual proprietária do Jangadeiro Bar. Antes de assumir o bar, ela trabalhou ali por décadas ao lado do marido, João Fernando Neves, que herdou o negócio de Álvaro Neves e Alfredo Rodrigues Maia, fundadores do bar aberto em 1948.

“Ainda lembro do seu Alfredo dizendo, ‘Minha filha, nunca deixe fechar essas portas, pois isso aqui é um patrimônio’. Agora o bar é mesmo um patrimônio, e estou muito agradecida e feliz por essa realização”, declara ela.

Fátima gerencia o Jangadeiro ao lado do filho, Rafael Vila Cova, desde a morte do marido, em 2005.

De lá para cá, ainda faz questão de manter as tradições da casa situada na rua Marquês de Santa Cruz: “Nossa tradição maior aqui é o sanduíche de pernil, além da cerveja bem gelada para acompanhar o sanduíche”.

Esses locais que são marcantes da cidade precisam efetivamente ser perpetuados. Não podemos descuidar da memória de Manaus. A transformação em bens culturais imateriais do Estado é positiva no sentido de renovar a memória desses bares tradicionais, a mantê-la viva e conhecida pelas pessoas, a institucionalizar essa memória.

Somos campeões em destruir a memória e a História da cidade. Na medida em que essa minha curta passagem pela presidência da Comissão de Cultura permitir, quero deixar um legado com iniciativas dessa natureza

Situados no centro histórico cd Manaus, três dos mais tradicionais bares da capital, o Bar do Armando, Jangadeira e Caldeira, passarão a condição de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, numa justa homenagem a esse pontos de encontros de amigos para uma boa gelada, tira-gosto, bate-papo, boêmia e bio a música.

Os três bares, conhecidos no Brasil e no exterior, é frequentado pelos turistas que visitam Manaus, até porque todos estão situados no centro histórico da cidade. O projeto para que os tradicionais bares fossem tombados, foi de autoria do deputado estadual Bosco Saraiva,

Caldeira

Bar Jangadeiro, próximo ao Colégio Militar  de Manaus
Bar do Caldeira,  próximo ao Colégio Militar de Manaus

O nome original do estabelecimento na esquina das ruas José Clemente e Lobo D’Almada era Mercearia Nossa Senhora dos Milagres. Mas, após a explosão de uma caldeira da Santa Casa de Misericórdia justo naquele ponto, em 1970, o lugar ficou associado ao acidente e começou a ser chamado pelo nome como é conhecido nos dias atuais: Bar Caldeira.

Hoje, a partir das 19h, o bar do Centro celebra sua tradição e sua história com a inauguração de uma placa memorial registrando seu tombamento como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

“Para nós, esse reconhecimento foi muito bom, pois a partir do momento em que uma instituição é tombada, ela fica para sempre, você não pode mais mexer. Isso transformou o bar verdadeiramente num bar imortal”, assinala Carbajal Gomes, que há três anos administra o bar, inaugurado em 1963, e faz questão de manter viva a tradição do local. “Divulgamos bastante a história do Caldeira, as presenças importantes em sua história, como a de Vinicius de Moraes”.

A solenidade de inauguração da placa comemorativa será celebrada à moda do Caldeira, com shows de grupos de samba, entre eles o Fino do Samba.

A Velha Guarda do bar também marcará presença na festa, com direito a jantar especial na casa. “Isso para eles é bom: ver o ambiente que eles frequentaram há 40, 50 anos atrás, tombado como patrimônio”, destaca Gomes.

O descerramento terá ainda a presença de Bosco Saraiva, autor do projeto que propôs o tombamento do Caldeira.

A falta de preservação do patrimônio histórico do Estado é uma das grandes inquietações do deputado estadual.

“Este é um legado que quero deixar, de coisas efetivamente materializadas. Tenho muita preocupação com o arcabouço da história física da nossa cidade. Até hoje lamento a derrubada do Cine-Theatro Guarany, e toda vez me dói ver os antigos casarões da Joaquim Nabuco abandonados”, declara.

Bar do Armando

Bar do Armando, no Largo de S. Sebstião
Bar do Armando, no Largo de S. Sebstião

Além do Caldeira, o projeto de Saraiva também transformou em Patrimônio Cultural Imaterial do Estado outros dois ícones do circuito boêmio da cidade: o Bar do Armando, situado no Largo de São Sebastião e o Jangadeiro Bar, perto do Mercado Municipal Adolpho Lisboa.. Os dois estabelecimentos deverão receber placas memoriais com o registro do tombamento na próxima semana, em datas ainda a serem definidas.

Para Ana Cláudia Soeiro Soares, atual proprietária do Bar do Armando, a iniciativa ajuda a inscrever o local para sempre no cenário cultural.

“É fantástico, pois é uma forma de imortalizar o bar. Agora o Bar do Armando está tombado, imortalizado na cultura do Amazonas”, declara ela, à frente da casa desde a morte do pai, Armando Soares, em 2012. O famoso lusitano cuidou por décadas do bar, tradicional reduto de intelectuais e boêmios de Manaus que já soma 63 anos de fundação.

“Poucos comércios em Manaus têm esse tempo de vida, e isso é um diferencial do bar, além da história que tem na cidade de Manaus”, aponta Ana Cláudia. A filha de Armando vê o tombamento também como a concretização de um sonho de muitos anos. “Isso era uma vontade antiga minha, que surgiu com a ideia do tombamento da Banda da Bica, a exemplo do que aconteceu com a Banda de Ipanema, no Rio de Janeiro”, diz. “Fiquei muito feliz, quase explodi no dia em que soube da notícia”.

Quem também ficou exultante com a iniciativa foi Maria de Fátima Costa, atual proprietária do Jangadeiro Bar. Antes de assumir o bar, ela trabalhou ali por décadas ao lado do marido, João Fernando Neves, que herdou o negócio de Álvaro Neves e Alfredo Rodrigues Maia, fundadores do bar aberto em 1948.

“Ainda lembro do seu Alfredo dizendo, ‘Minha filha, nunca deixe fechar essas portas, pois isso aqui é um patrimônio’. Agora o bar é mesmo um patrimônio, e estou muito agradecida e feliz por essa realização”, declara ela.

Fátima gerencia o Jangadeiro ao lado do filho, Rafael Vila Cova, desde a morte do marido, em 2005.

Jangadeiro

Bar Jangadeiro, na rua Márquez de Santa Cruz, próximo ao Mercado Municipal
Bar Jangadeiro, na rua Márquez de Santa Cruz, próximo ao Mercado Municipal

De lá para cá, ainda faz questão de manter as tradições da casa situada na rua Marquês de Santa Cruz: “Nossa tradição maior aqui é o sanduíche de pernil, além da cerveja bem gelada para acompanhar o sanduíche é o tradic0onal Jangadeiro, com cerveja bem gelada, tira-gosto regional e boa musicai, está situado na rua Marquez de Santa Cruz, próximo ai Mercado Municipal Adolpho Lisboa, uma das grandes atrações turísticas do centro histórico da cidade.

Esses locais que são marcantes da cidade precisam efetivamente ser perpetuados. Não podemos descuidar da memória de Manaus. A transformação em bens culturais imateriais do Estado é positiva no sentido de renovar a memória desses bares tradicionais, a mantê-la viva e conhecida pelas pessoas, a institucionalizar essa memória. Somos campeões em destruir a memória e a História da cidade. Na medida em que essa minha curta passagem pela presidência da Comissão de Cultura permitir, quero deixar um legado com iniciativas dessa natureza

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