Armazém da Coomapem pega fogo com mais de 700 toneladas de juta e malva

Manacapuru – Um grande incêndio ocorreu ontem por volta das 23 horas em Manacapuru, durante uma forte tempestade de desabou sobre a cidade, devorando mais de 700 toneladas de malga e juta que estavam estocadas aguardando comercialização.

O deposito onde o produtos de fácil combustão encontrava-se num depósito de propriedade da Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru (Coomapem), na avenida Getulio Vargas.

Manacapuru, juntamente com os municípios de Iranduba, Parintins e Urucurituba, são considerados como os maiores produtores de juta e malva no Estado.

Os produtores rurais que amargam o grande prejuízo estão desesperados e sem saber o que fazer para reaver o grande prejuízo, por segundo informações, o galpão onde estava armazenada a juta não tinha cobertura de seguro e dessa forma, o prejuízo será total.

O vigia disse que tudo começou com um pequeno foco na parte de cima do prédio e não demorou muito para o fogo se alastrar, antes mesmo de os Bombeiros chegarem.

Foi enviado reforço de Manaus, mas não chegou a tempo. A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) enviou técnicos ao local para verificar o real volume de fibra perdido, a pedido do governador Omar Aziz, para possível ajuda aos cooperados.

Causa desconhecida

No auge das labaredas, uma pá mecânica foi usada para demolir a parte lateral do prédio, buscando evitar que o fogo soltasse faíscas que levariam perigo à fábrica de tecelagem Coopefibra, que fica bem ao lado.

Não se sabe ainda o que causou o incêndio, mas provavelmente o início se deu em um curto circuito, em virtude de o temporal, com ventos fortes, ter causado a aproximação dos fios de eletricidades do interior do prédio. Até o início da manhã não havia outra explicação para o fogo.

“Ainda temos esperança de que alguma coisa da juta prensada, que demora mais a pegar fogo, tenha sobrado. O depósito está todo destruído. Grande parte dos 427 cooperados sequer havia recebido o valor da juta entregue, porque nós ainda não a havíamos comercializado”, disse Eliana Medeiros.

Recusa das seguradoras

A presidente informou também que o galpão não tem seguro. “As seguradoras se recusam a segurar a juta, devido ao risco que representa. Trabalho há 49 anos nesse setor e esta é a primeira vez que temos um incêndio”, disse.

O prefeito Washington Régis, atendendo a compromissos em Manaus, disse que houve temor de que o incêndio tivesse ocorrido na Amazon Juta, que é a fábrica de tecelagem do Município, que deve ter mais de 2 mil toneladas de juta armazenadas. “Estamos procurando dar toda ajuda aos cooperados porque um incêndio como esse prejudica nossa economia”, disse.

O encarregado da Coopefibra, Amaro Gomes, 73 anos, ao ver o incêndio, correu para o depósito da empresa. Ao deparar com o fogo destruindo tudo, passou mal, foi encaminhado para o hospital, mas não resistiu e enfartou, morrendo em seguida.

(Amazonianarede e informações da Voz de Manacapuru – fotos: Zeg-Deg) 

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