A saga da família Ferreira da Silva – do nordeste à Amazônia

(Reportagem: Solange Elias)

Um trabalho de resgate histórico do segundo ciclo da borracha no Amazonas entremeado pela saga da família Ferreira Lima vinda do Nordeste e que hoje é uma das mais tradicionais de Manaus, aliada a uma excelente qualidade gráfica caracterizam o mais novo livro do escritor Aberto Nunes Lopes, procurador de Justiça do Ministério Público Estadual, “Porto Flutuante”.

Autor de vários livros com a temática amazônica Alberto Nunes Lopes recebeu apoio de sua esposa, a assistente social Simey Maria da Silva Lopes. Depois de dois anos de pesquisas históricas dentro e fora da família Ferreira Lima e junto à família Tupinambá, os organizadores do relato lançam o livro, no próximo dia 23, no auditório da Assembleia Legislativa do Amazonas, em homenagem ao aniversário de Manaus.

Nas palavras do autor, “pensar que a Amazônia é apenas uma selva exuberante é muito pouco em relação à imensa riqueza que brota por aqui e que tem acompanhado a região desde os seus primórdios”.

“Porto Flutuante” conta a história do migrante Joaquim Ferreira da Silva, que nos idos de 1940 mudou-se com a família para o Amazonas, estabelecendo-se na boca do rio Manacapuru, onde montou o primeiro “shopping” flutuante da história do Estado. Era flutuante porque fora construído em cima de boias de “açacu” (ou assacu), a madeira leve da Amazônia que sustenta os flutuantes pelas beiradas afora. Nesse mercado fluvial, Joaquim Ferreira Lima vendia e diversos utensílios, do menor objeto ao maior, da fazenda ao remédio trivial, bem como enxada, terçado, castanha, juta etc, abastecendo as dezenas de comunidades isoladas no interior.

Na boca do rio Manacapuru, Joaquim Ferreira de Lima abriu empresas, ajudou na construção da primeira escola e da primeira igreja de Manacapuru e ajudou muita gente, ao mesmo tempo em que montava um grande aglomerado econômico.

O livro vem recheado de lindas paisagens amazônicas, de Manaus antiga e, claro, das famílias Ferreira Lima e Tupinambá. “Porto Flutuante” entra ainda nas gerações seguintes a “seo” Joaquim e mostra como estão inseridos na sociedade amazonense hoje em dia.

O autor já publicou “Manoa Mixtur”, “Humor da Vazante”, “Flauta da água doce” e outros.

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