Início Destaques Recurso do MPE pode aumentar pena da socialite Marcellaine

Recurso do MPE pode aumentar pena da socialite Marcellaine

MPE quer pena maior para Marcelaine

 

MPE quer pena maior para Marcelaine
MPE quer pena maior para Marcelaine

Amazonas  – O Ministério Público do Amazonas  não concordou com a pena aplicada pela \justiça a Marcelaine Santos Schumann, condenada pela tentativa de homicídio da advogada Denise Silva, no início de junho e deu entrada na justiça de recurso tentando aumentar o castigo.

Marcelaine e os outros acusados foram beneficiados com redução de pena por terem confessado parcialmente o crime. O acréscimo de condenação também foi pedido para Karen Arevalo, que teria mediado aluguel da arma de fogo.

No recurso, o promotor de Justiça Rogério Marques afirma que a socialite não assumiu o crime que lhe foi imputado, uma vez que negou a intenção de matar a vítima. Durante o julgamento, Marcelaine contou que aceitou a ideia de Charles Mac Donald de machucar a vítima e que a situação teria “fugido do controle” quando Rafael Santos, o “Salsicha”, atirou.

O depoimento dela, entretanto, não foi útil para a elucidação do caso e se tratou de uma estratégia combinada com a defesa “com o intuito sincero de admitir contra si a acusação do fato típico e ilícito”, conforme sustenta em trecho do documento. Além disso ele diz que a “‘confissão’ da ré Marcelaine revela o indisfarçável intuito de frustrar a persecução penal”.

Ele contou que Marcelaine deveria cumprir pena em regime fechado. “Ela inventou uma outra história totalmente diferente daquilo que foi imputado a ela. Nós entendemos então que a atenuante de confissão não poderia ser reconhecida e, por tanto, ela não podia ter o abatimento da pena. Um vez que não seja reconhecida, o juíz não poderia fixar o regime inicial da pena no semiaberto. É uma ilegalidade que esperamos ser corrigida, afinal de contas, ela foi condenada por um crime hediondo”, explicou.

Embora Karen Arevalo também tenha confessado o crime, o promotor diz que a redução da pena pelo reconhecimento da atenuante, embora devido, foi um equívoco do juiz Mauro Antony. A pena dela foi fixada em 6 anos e 5 meses e 18 dias em regime semiaberto.

“De fato ela confessou. No entanto, essa confissão foi utilizada para fixar a pena base abaixo do mínimo legal de 12 anos, ficou abaixo desse mínimo. Não se pode reduzir pena por causa de uma atenunante. Nós estamos recorrendo para que o Tribunal retifique a pena base para que depois disso se aplique os outros cálculos, no caso a redução decorrente da tentativa [de homicídio]”, afirmou.

Defesa

A reportagem  entrou em contato com a advogado de defesa de Marcelaine Schumann, Eguinaldo Moura. A cliente foi condenada a 7 anos, 9  meses e 4 dias no semiaberto, mas ganhou direito a prisão domiciliar nesta quarta (22). De acordo com ele, o recurso do Ministério Público é “ilogico”.

“Eu tenho quase certeza que isso não vai ser provido, não tem lógica. O doutor Mauro (juiz) agiu corretamente. Na verdade, acredito que era para ter concedido um ano de adinuição. Eu devia ter recorrido, mas combinei com ela [Marcelaine] que, se ela fosse condenada no semiaberto, nós não iríamos fazer isso”, conta.

Moura afirma que a versão da cliente – de que não houve intenção de matar e, sim, lesionar a vítima – é verdadeira. “Charles e Rafael, que confessaram muito menos que ela, também tiveram a diminuição da pena porque teriam confessado o crime. Só que, estranhamente, ele só recorreu por esse motivo o acréscimo de pena da Marcelaine. A intenção nunca foi matar Denise. Essa é a verdade”, disse.

Nesta quarta-feira (22), Marcelaine deixou o Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) para cumprir prisão domiciliar. O recurso para reformular as penas de Schumann e de Karen Arevalo seguiu para a Justiça do Amazonas (TJ-AM) no dia 6 de junho, mas ainda não foi julgado.

Amazomnianianarede-Rede Amazonica

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.