Terra bate recorde de calor pelo 11º mês em agosto

A mesma geleira de Muir, no Alasca (EUA), agora vista em 1941 (à esquerda) e em 2004 (à direita)
A mesma geleira de Muir, no Alasca (EUA), agora vista em 1941 (à esquerda) e em 2004 (à direita)
A mesma geleira de Muir, no Alasca (EUA), agora vista em 1941 (à esquerda) e em 2004 (à direita)

Parece notícia velha, mas aconteceu de novo. E vai continuar acontecendo enquanto o mundo não conseguir conter suas emissões de gases de efeito estufa. Pelo 11º mês consecutivo, a Terra bateu recordes históricos de calor no mês de agosto, conforme divulgou na quarta-feira (14), a agência espacial americana (Nasa).

É o agosto mais quente dos últimos 136 anos, seguindo uma tendência que vem se repetindo mês a mês, ano a ano, como um sinal inequívoco do aquecimento global provocado por ações dos seres humanos.
Em relação ao período de base (valor da temperatura média entre 1951 e 1980) para agosto, a temperatura média da Terra no mês passado foi 0,98°C mais quente. Foi ainda 0,16°C mais alta que o agosto mais quente registrado até então, o de 2014.

Há uma notável diferença entre a imagem de 1940 (à esquerda) e a foto tirada em 2005 da Geleira do Noroeste, no Alaska
Há uma notável diferença entre a imagem de 1940 (à esquerda) e a foto tirada em 2005 da Geleira do Noroeste, no Alaska

Desde outubro de 2015 que a temperatura vem quebrando recordes sucessivos no monitoramento que começou a ser feito em 1880. Mantendo o ritmo pelos próximos meses, 2016 deverá ser o novo ano mais quente da história, superando 2015, que, por sua vez, bateu 2014.

“Ressaltamos que as tendências de longo prazo são as mais importantes para a compreensão das mudanças em curso que estão afetando nosso planeta”, afirmou Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.

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