Sistema adotado como padrão para pesquisas com carbono está disponível em livro online

O modelo RAPELD desenvolvido por pesquisadores do Inpa em colaboração com pesquisadores de diversas instituições, foi adotado como sistema padrão na conferência Rio +20, para realização de projetos que envolvam a venda de carbono.

O livro “Biodiversidade e Monitoramento Ambienta Integrado”, que foi lançado este ano, explica sobre o sistema RAPELD que foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) em colaboração com pesquisadores de diversas instituições, com o objetivo de monitorar a biodiversidade da Amazônia.

A obra que é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo EU-BOM da União Europeia, está disponível online em português e inglês.
O modelo já vem sendo adotado por vários órgãos, como o IBAMA, e o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio).

Na conferência Rio +20, que aconteceu em, 2012 no Rio de Janeiro, o modelo RAPELD foi anunciado como sistema padrão para os órgãos que realizam a venda de carbono, segundo o pesquisador do Inpa Wiliam Magnusson.

Ainda de acordo com o pesquisador o sistema RAPELD, é um sistema de monitoramento da biodiversidade, que está padronizado para se tornar útil às decisões em várias escalas.“O PPBIO/Cembam lançaram este ano um livro com base nas experiências de seus pesquisadores e pode se usado em parques, reservas ou qualquer área que queiram fazer uma avaliação ou um monitoramento”, comentou.

A obra ainda aborda vários aspectos sobre o monitoramento do sistema, como infra-estrutura de campo, parcelas de amostragem, trilhas, capacitação das pessoas, e relações entre órgãos de pesquisa e financiamento. “Explicamos o que será feito depois da coleta de dados pelo o órgão que utilizará o sistema RAPELD, e ainda os cuidados necessários que as pessoas precisam tomar quando estiver fazendo o levantamento, pois pequenos deslizes no planejamento podem gerar dados sem valor”, explicou Magnusson.

(Reportagem: Fernanda Farias)

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