Semsa inicia trabalho de implante de chip em cães e gatos

Manaus – A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) iniciou o trabalho de identificação e registro de cães e gatos de Manaus, por meio da implantação de um microchip nos animais que são submetidos à esterilização cirúrgica (castração) no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de Manaus.

A meta é implantar uma média de 300 microchips por mês nos animais que forem castrados no CCZ e evitar que os cães que tenham donos fiquem soltos nas ruas.

Segundo o secretario municipal de Saúde, Evandro Melo, se até pouco tempo a única forma de identificar um animal de estimação era uma coleira, o avanço da tecnologia possibilitou que cães e gatos tenham um dispositivo de apenas um centímetro que guarda inúmeras informações sob a pele, o microchip.

“O microchip ainda é mais eficiente do que a coleira porque não pode ser perdido pelo animal nem retirado por qualquer pessoa, a não ser mediante cirurgia. Acreditamos que com o chip, os donos vão pensar duas vezes antes de abandonar seus animais. É uma questão de saúde pública, porque ajuda a controlar a população animal e animais bem cuidados não transmitem doenças às pessoas”, disse Evandro Melo.

A ação, de acordo com o secretário, visa dar cumprimento à Lei Municipal nº 1.590/2011, que disciplina a criação, propriedade, guarda, uso e transporte de cães e gatos em Manaus. “A lei obriga, entre outras coisas, os proprietários a manter seus animais identificados, com coleira e guia em vias públicas e a recolher os dejetos”, ressaltou.

Evandro Melo explica que, neste primeiro momento, o procedimento estará disponível apenas para os animais castrados no CCZ, mas que esta atividade faz parte da Política Municipal para a Vigilância e Controle de Zoonoses que deverá ser compartilhada com outros órgãos e secretarias.

“A Semsa vem trabalhando intensamente no sentido de sensibilizar a sociedade e mobilizar todos os setores do poder público com o objetivo de resolver um problema que é de interesse de todos e com reflexos na saúde pública e no meio ambiente”, explica o secretario, acrescentando também que o órgão pretende desenvolver uma estratégia própria de controle populacional de cães e gatos que envolva todos os segmentos da sociedade.

De acordo com o diretor do CCZ, o veterinário Francisco Zardo, futuramente, os procedimentos de registro e identificação, através da implantação de microchips, devem ser realizados também por clínicas e consultórios particulares conveniados, desde que obedecidos os padrões determinados pela Semsa.

A Lei nº1.590/2011 estabelece que ficam proibidos o abandono, os maus-tratos (castigos e a falta de cuidados veterinários), a permanência de animais soltos nas ruas e o adestramento em vias públicas. O descumprimento da lei sujeita os infratores a multas que variam de 1 (uma) a 8 (oito) UFM (Unidade Fiscal do Município de Manaus).

O Centro de Controle de Zoonoses é um órgão da Semsa, subordinado ao Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (DVAE), e é responsável por desenvolver ações de vigilância e controle de zoonoses como a vacinação antirrábica, controle populacional de cães e gatos e controle de sinantrópicos (pragas urbanas).

Para informações ou denúncias, o telefone do CCZ é 3625-2655. O serviço de vacinação de cães e gatos está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede do próprio CCZ (av. Brasil s/n, Compensa I, próximo à feira coberta.

O que é um microchip?

O que é Microchip? Como ele é? Quais suas características principais?

Trata-se de um micro-circuito eletrônico, com tamanho aproximado de um grão de arroz, constituído de um código exclusivo e inalterável.

Por que adotar microchip para identificação dos animais?

O microchip é um método de identificação seguro, inviolável e permanente que garante a identificação do animal. O microchip serve como um atestado de que um determinado cão seja mesmo o cão em questão. A implantação do microchip, em animais de estimação, já é lei e obrigatoriedade em todo o município de Manaus.

Qual é a durabilidade do microchip?

O microchip não possui bateria e fica inativo a maior parte do tempo, sendo energizado apenas quando recebe um sinal enviado pela leitora. Após a aplicação, permanece com o animal por toda sua vida. Fornece seu número exclusivo toda vez que for “scaneado” pela leitora, enviando seu código que é mostrado no visor desta, sendo possível o envio da informação para um computador. Como o microchip não contém bacteria, não há nada para se desgastar. Sua durabilidade é o tempo em que o biovidro demora em se decompor, ou seja, mais de 100 anos.

Como é feita a aplicação do microchip no animal?

Seu pequeno tamanho e forma permitem que sejam injetados no animal com uma seringa especial parecido aos aplicadores de vacinas, sendo a aplicação indolor.

A aplicação de microchip fere o animal?

Embora a agulha do aplicador de microchip tenha o diâmetro um pouco maior do que uma agulha de aplicador de vacina, os animais reagem da mesma maneira, sendo o procedimento indolor. O microchip é completamente biocompatível e inofensivo à saúde do animal.

O animal deve ser sedado para receber o microchip?

Não. Injetar microchip é um procedimento igual a aplicação de uma injeção comum. Anestesiar o animal não é requerido.

Por que colocar no seu animal?

O microchip é uma das soluções mais eficientes de resgatar seu animal em caso de roubo ou extravio.

O animal pode ser rastreado?

O microchip colocado em animais não tem a função de rastreabilidade por satélites. Trata-se de um mecanismo de identificação do animal, que por sua vez, permite que este seja rastreado através de rede de cadastro.

Assessoria de Comunicação – SEMSA
Reportagem: Luciete Pedrosa 

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