Seca se aproxima do recorde de 2010 no Solimões

Amazonianarede/CPRM

Manaus – Não faz tempo foram os grandes problemas causados pela grande enchente, deixando milhares de ribeirinhos desabrigados e causando sérios transtornos para os moradores e autoridades. Agora, é a vazante que ameaça com uma grande seca, já se aproximando do que ocorreu em 2010 e aí, os problemas retornam, não pelo excesso de água provocando inundações, pela falta de água, dificultando em muito a vida de quem mora nas margens dos nossos rios.

A Bacia do Solimões enfrenta vazante severa este ano, com possibilidade de ultrapassar a maior seca já registrada. Conforme dados do monitoramento hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível de água está a apenas 8 cm acima do valor registrado na mesma data de 2010 (ano da vazante máxima), em Tabatinga. Em Itapéua e no Careiro, os níveis estão normais para o período.

O CPRM aponta a Bacia do Javari no período de seca máxima na estação. Atualmente, o nível está 16 cm abaixo do registrado na mesma data de 2011. Já na Bacia do Negro tem o nível d’água normal para o período. Em Manaus, o registro é de 6,39 m acima da vazante máxima registrada, em 2010.

A vazante da Bacia do Madeira – com nível atual de 28 cm abaixo do registrado na mesma data de 2011 – já traz consequências para os Estados da Amazônia. De acordo com o diretor de fiscalização e operações da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), Leonel Bertolin, a quantidade de cargas diminuiu, devido à seca do rio. “Um comboio que antes levava 40 mil toneladas de cargas, hoje leva apenas 9 mil. São 31 mil toneladas a menos, o que corresponde a um prejuizo de cerca de 70%”, ressalta.

O resultado é a falta de anidro (componente necessário para produzir gasolina) em postos de combustível de Manaus. Em Boa Vista (Roraima), grande parte dos postos de gasolina em Boa Vista já não têm mais gasolina comum.

A climatologia de precipitação da Amazônia Legal durante o mês de setembro apresenta os valores máximos de chuva no noroeste e centro do Amazonas e sul de Roraima, áreas que estão dentro da estação chuvosa e influenciadas pelo principal sistema meteorológico presente no extremo norte da região, a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical).

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