Saúde do Amazonas terá Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placenta

Manaus – A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), órgão do Governo do Estado, apresentou nesta terça-feira, 16 de julho, o projeto de construção de um banco de sangue de cordão umbilical e placenta.

A nova unidade de captação e armazenamento de células-tronco sanguíneas vai facilitar o atendimento de pacientes que sofrem de doenças como a leucemia e que precisam de transplante de medula.

O banco de Manaus vai integrar a rede brasileira mantida pelo Ministério da Saúde, que, atualmente, conta com 13 unidades espalhadas pelo País. A base de dados terá capacidade para congelar 3,5 mil amostras de células-tronco do sangue do cordão umbilical e da placenta, aumentando as opções para quem não encontra doador compatível na família. O material será coletado de maternidades públicas de Manaus, com autorização das mães, e vai ficar disponível para todo o Brasil, ajudando quem aguarda na fila por um doador compatível.

Segundo estimativa do Hemoam, cerca de 300 pacientes realizam tratamento para leucemia no Estado. “Existem outras doenças que são tratadas com transplante. Não temos precisão de quantas têm indicação formal de transplante, mas a cada dia muda e aumenta o leque de patologias. O Brasil começa a realizar transplante de medula para uma doença anêmica hereditária que é a anemia falciforme. Só aqui, no Amazonas, temos 200 pacientes com isso”, ressaltou o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji.

O prédio será construído na sede do Hemoam, localizado na avenida Constantino Nery, no bairro da Chapada, em uma área próxima ao bloco A. O investimento é no valor de R$ 5 milhões e contempla ainda a aquisição de equipamentos e capacitação de pessoal. Os recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão gerenciados pela Fundação do Câncer, entidade sem fins lucrativos que viabiliza a aplicação de recursos em tratamento, diagnóstico, programas e projetos de transplante de medula óssea e de sangue de cordão umbilical. A previsão é que a unidade entre em operação em dois anos.

Transplante de medula – De acordo com o supervisor de projetos da Fundação do Câncer, Marson Rebuzzi, o banco de sangue prepara o Estado para o transplante de medula. Atualmente, os pacientes amazonenses são encaminhados para fazer o procedimento no município de Jaú, no interior de São Paulo. “O Amazonas ganha não só no sentido de poder trazer para a população uma nova possibilidade de ter transplante de medula óssea para aqueles pacientes locais, mas o que resulta disso também, que é você ter a manipulação genética e criar um conhecimento muito grande nessa área de assistência, fazer pesquisas com células tronco”, destacou.

Hospital do Sangue – Durante o lançamento do projeto do Banco de Sangue, o diretor do Hemoam informou que entrará em licitação em agosto deste ano o projeto de construção do Hospital do Sangue do Estado.

“Existem algumas iniciativas que dão suporte a esse projeto do banco de sangue de cordão umbilical e placenta. A primeira é a construção do Hospital do Sangue, que vai permitir a gente realizar no Amazonas a parte de transplante de medulas. O banco de células de cordão umbilical e da placenta serve para a gente utilizar em transplante de medulas, permitindo o tratamento de leucemia e outras doenças que tem como ferramenta terapêutica o transplante”, frisou.

A expectativa é que o Estado realize o transplante autólogo de medula-óssea, procedimento que usa as células-tronco do próprio paciente para a cura da doença sanguínea. “Pretendemos realizar um tipo especial de transplante que é o transplante autólogo, que não precisa de sofisticação hospitalar, que ainda estamos construindo. E vamos dar início de transplante de medula com o hospital Getúlio Vargas”, disse.

(Agecom)

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