
Givancir Oliveira informou que não há recursos em caixa para quitar a folha de pagamento dos funcionários
Manaus – Os rodoviários de Manaus ameaçam paralisar 70% da frota de ônibus da capital a partir das 4h desta quinta-feira (6), caso os salários da categoria não sejam pagos até o fim desta quarta-feira (5). O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), na manhã desta quarta-feira (5), na sede do sindicato.
Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a categoria decidiu manter apenas 30% dos coletivos em circulação caso as empresas não regularizem o pagamento dos funcionários dentro do prazo estabelecido.
“É uma humilhação muito grande para um pai de família que trabalha, produz, acorda de madrugada para trabalhar e chega no final do mês sem receber o salário. Com isso, todos os seus compromissos entram em atraso, geram juros, e quem paga essa conta é o trabalhador”, afirmou.
O dirigente destacou que a categoria já havia comunicado previamente sobre a possibilidade de paralisação caso os salários continuassem sendo pagos com atraso.
“Nós avisamos com dez dias de antecedência. Se não houvesse o pagamento na data correta, iríamos cruzar os braços. E vamos fazer isso. Doa a quem doer”, declarou.
Questionado sobre as justificativas apresentadas pelas empresas de transporte coletivo, Givancir afirmou que cabe aos empresários resolverem os problemas financeiros junto aos órgãos competentes.
“O meu papel é cobrar o pagamento dos trabalhadores. Eles dizem que estão no vermelho, mas isso não é problema da categoria. Se não pagar em dia, a gente para”, disse.
De acordo com o presidente do sindicato, caso o pagamento não seja efetuado até o fim desta quarta-feira, a paralisação será iniciada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira.
“Com certeza, amanhã 70% da frota vai parar. A categoria deve cruzar os braços em protesto contra os constantes atrasos de pagamento que tanto prejudicam os trabalhadores”, reforçou.
De acordo com o STTRM, o depósito dos salários precisa ser efetuado ainda nesta quarta-feira para evitar a interrupção do serviço. Caso isso não ocorra, apenas 30% da frota permanecerá em circulação, conforme determina a legislação para serviços considerados essenciais.
Procurado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que ainda apura a situação e não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
A possibilidade de uma nova paralisação ocorre pouco mais de duas semanas após a última greve da categoria. Na ocasião, o movimento foi encerrado depois que o Governo do Amazonas realizou o repasse de R$ 18 milhões destinados ao pagamento de parte dos subsídios do sistema de transporte coletivo.
Ainda durante a negociação, Givancir Oliveira já havia alertado que novas paralisações poderiam ocorrer caso os atrasos voltassem a comprometer o pagamento dos trabalhadores.
Caso a paralisação seja confirmada, milhares de passageiros devem ser afetados pela redução da circulação dos ônibus em Manaus. Até o momento, as empresas responsáveis pelo transporte coletivo não haviam se manifestado sobre o pagamento dos salários.
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Por D24 Portal d24am



