Produção de fibras de juta e malva no Amazonas sem compradores

Amazonianarede – CBN – Dora Tupinambá

Manaus – A maioria dos juticultores do Amazonas está à espera de um milagre. Em Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus que é o principal produtor de fibra do Estado, os juticultores que estimavam colher perto de 7 mil toneladas este ano, só têm, praticamente vendidas, até agora, 500 toneladas, e amargam um prejuízos de quase 6 mil e 500 toneladas.

O alerta é do deputado estadual Tony Medeiros (PSL), que está solicitando ao governo estadual, aumento no valor da subvenção da juta no Amazonas, de R$ 0, 20 para R$ 0,40 centavos de reais. De acordo com o deputado, a situação é de verdadeira calamidade.

Já em Parintins, município localizado na região do baixo Amazonas, outro grande produtor de juta e malva do Estado – segundo o deputado Tony Medeiros – os juticultores correm o risco de não ter para quem vender a produção de mais de 140 mil toneladas, e enfrenta problemas em relação a legalização dos depósitos.

De acordo com o parlamentar, os juticultores não conseguem atender às exigências do Ministério da Agricultura. O ministério exige que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) só compre a juta e malva de produtores que possuam armazém credenciado.

Segundo Tony Medeiros, em Manacapuru, a indústria de beneficiamento de juta, que empregava 600 pessoas até 2012, não consegue mais empregar dez trabalhadores. Ainda segundo o deputado, para sobreviver, os juticultores estão vendendo o quilo da juta a R$ 1, 40, bem abaixo do preço mínimo estipulado que é de R$ 1, 98 centavos.

O Amazonas é o maior produtor nacional de juta e malva, existem atualmente quase cinco mil produtores rurais que fazem a colheita das fibras às margens dos rios. Usadas sobretudo na confecção de sacarias biodegradáveis para o armazenamento de grãos, as fibras de juta e malva precisam atingir, todos os anos, a produção de 20 mil toneladas para poder atender à atual demanda do mercado nacional.

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