Presos suspeitos de comandar milícia na cidade das luzes

|A operação ocorreu na área de invasão, denominada de Cidade das Luzes
|A operação ocorreu na área de invasão, denominada de Cidade das Luzes
|A operação ocorreu na área de invasão, denominada de Cidade das Luzes

Manaus- Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, foi preso pela polícia durante a Operação policial denominada “Blackout”, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira e de acordo com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a operação constatou crimes ambientais na área de 61 mil hectares, além de extorsão e tráfico de drogas. Dez pessoas foram presas.

A área fiscalizada é conhecida como “Cidade das Luzes”. Ao menos 5 mil moradias foram instaladas no local. A venda de terrenos era controlada pelos suspeitos. E moradores que ocupavam a área eram obrigados a pagar taxas para ter acesso a serviços básicos, como água potável.

A energia elétrica utilizada na área era furtada e cobrada das pessoas, de acordo com Fontes. “Existe sim a milícia naquele local. Impõe a sua lei a a sua autoridade mediante sua força”, acrescentou o secretário.

O delegado Raphael Alemandi disse que durante a ação foram cumpridos oito mandados de prisão, sete de prisão temporária e 18 de busca e apreensão contra pessoas que coordenaram as ações criminosas.

“Quando uma liderança era presa, era feita uma cota com todos os moradores para pagar advogado para ela. Taxas de R$ 30 por luz. Lotes custavam cerca de R$ 5 mil a 8 mil”, disse o delegado.

O subprocurador geral do Ministério Público do Estado (MPE) Pedro Bezerra, disse que a operação apontou a existência de uma organização criminosa.

O subprocurador Paulo Bezerra, mostra o mapa da área
O subprocurador Paulo Bezerra, mostra o mapa da área

“Essa união das duas organizações criminosas, tráfico e invasões, resultou nisso. Percebam também o dano ambiental, talvez irreversível. São 61 mil metros quadrados. Uma área extensa. As pessoas foram iludidas no sentido de adquirir o seu terreno. Por trás disso, havia todo um plano de uma organização que queria se estabelecer ali”, explicou.

O secretário de Segurança informou ainda que a estrutura das construções mostra o poder de lucro arrecadado pelos suspeitos. “Há propriedades de altos valores: empresas muradas, prédios de dois andares e propriedades que não são de quem precisa de uma casa para morar. Um sobrevoo simples mostra que existem dez imóveis grandes”, destacou Sérgio Fontes.

A polícia informou que a operação na “Cidade das Luzes” não tem hora para encerrar. As dez pessoas presas, até o momento, devem ser autuadas por furto e crime ambiental. “Enquanto não houver decisão da reintegração de posse, a polícia militar fará ronda no local diariamente”, assegurou o secretário de Segurança.

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