Prefeitura vai pedir novas explicações à empresa Manaus Ambiental

A Prefeitura de Manaus vai pedir novas explicações à empresa concessionária de água, Manaus Ambiental, para as causas do rompimento de adutoras. Os argumentos apresentados nesta quinta-feira (4), durante audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), foram considerados insatisfatórios.

A audiência foi resultado de requerimentos propostos pelos vereadores Felipe Souza (PTN), presidente da Comissão de Serviços Públicos, além de Marcelo Serafim (PSB), Elias Emanuel (PSB) e professora Jaqueline (PPS), presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher.

De acordo com o presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, o primeiro rompimento, ocorrido na rua das Flores, bairro Compensa, zona Oeste, aconteceu devido a intervenções externas de uma retroescavadeira que ocasionou um afundamento da adutora, reduzindo seu tempo de cinquenta para cinco anos.

“É, no mínimo, estranha essa justificativa, porque para alcançar a tubulação o equipamento deveria fazer um corte muito profundo. Já de forma imediata solicitei que uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) verifique se algum acesso na via foi feito nos últimos meses, se pela rua das Flores passam redes de concessionárias de telefonia ou gás. Esse foi um dado novo que vamos verificar sua legitimidade”, rebateu o subsecretário da Seminf, Antonio Peixoto.

Ainda segundo a apresentação técnica da Manaus Ambiental, os demais rompimentos de adutoras se deram por picos na rede elétrica, que fazem com que as bombas de água parem e se forme um vácuo de ar, com forte pressão, dentro das tubulações.

Para Tarcísio Rosa, representante da Eletrobrás Amazonas Energia, não existe, em nenhum lugar do mundo, sistema elétrico em que não ocorram oscilações. O que precisa ser feito é preparar a cidade para que as oscilações não causem maiores transtornos. “Não vamos admitir é desligamento de energia provocar o rompimento de tubo”, disparou.

Grupo de especialistas

Rosa disse, também, que a Amazonas Energia, juntamente com a Manaus Ambiental, criou um grupo de especialistas para verificar as proteções elétricas que a empresa abastecedora de água possui nas bombas.

“Uma oscilação de energia também oscila uma bomba. As proteções elétricas devem desligar o sistema elétrico e as proteções hidráulicas deveriam desligar com segurança o serviço de bombeamento de água. O importante nesse momento é trabalhar no sentido da proteção e prevenção, por isso estamos juntos”, completou o representante da empresa fornecedora de energia elétrica.

Para evitar novos casos de rompimento de adutora, a Prefeitura de Manaus também criou a Unidade Gestora da Água (UGA) que, em parceria com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), avaliará todas as questões quanto ao rompimento das adutoras e o cumprimento das cláusulas firmadas no quarto termo aditivo do contrato entre Manaus Ambiental e município.

“A população já esgotou a paciência para rompimento de adutoras e o prefeito Arthur Virgilio Neto também. Por isso, estamos cobrando o relatório da UGA e da Arsam para criar um plano de saneamento básico e de águas para a cidade, caso a Manaus Ambiental não tenha capacidade de cumprir terá que sair da cidade”, afirmou o ouvidor geral do município, Alessandro Cohen.

REPORTAGEM: Alita Menezes
FOTO: Altemar Alcântara

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.