Prefeitura define meta de cura para Tuberculose em 85%

(Reportagem: Marcelo Rodrigues)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) participou nesta segunda-feira, 26, da Reunião de Avaliação do Programa de Monitoramento da Tuberculose, junto com a equipe técnica estadual e do Ministério da Saúde, onde ficou pactuada a ampliação da meta de cura para tuberculose de 76.1% para 85%.

Além disso, também foi definida a redução do abandono de tratamento de 11.2% para 10%, dentro das ações adotadas para ampliar e viabilizar tanto o diagnóstico quanto o tratamento da doença.

Durante o evento foram apresentados novos recursos de apoio à Atenção Básica na prevenção e combate da tuberculose, como a criação de uma rede banda larga com fibra óptica municipal, que dará aporte para todos os sistemas informacionais e gerenciais de dados da Prefeitura. Atualmente, Manaus conta com quatro Laboratórios Distritais de grande porte para exames complexos de detecção de tuberculose, um por Distrito de Saúde, sendo que o exame de escarro pode ser feito em qualquer unidade de saúde do município.

O chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeiro Jair Pinheiro, explica que as unidades de saúde realizam atividades educativas permanentes, com busca ativa de pessoas com suspeita de tuberculose. De acordo ele, foram notificados 1.770 novos casos de tuberculose em 2012, representando uma taxa de incidência de 95 para cada 100 mil habitantes. Segundo dados do Ministério da Saúde, a média de taxa de incidência no país é de 38 por 100 mil habitantes.

A tuberculose é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, bacilo de Koch, sendo a doença infectocontagiosa que mais mata no Brasil. As pessoas se comportam na verdade, como reservatórios do bacilo, ou seja, convivem com ele porque não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo e, uma vez reativado o foco, passarão a ser infectantes. É uma doença associada às condições de vulnerabilidades social, que são determinantes para o adoecimento. A proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados, favorecem o contágio.

A doença afeta principalmente os pulmões, mas que pode ocorrer também em órgãos como ossos e rins. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são tosse por três semanas ou mais; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração.

É uma doença de transmissão direta, quando o doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso. Somente 5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença. Pessoas vivendo com HIV/Aids, diabetes, insuficiência renal crônica (IRA), desnutridas, idosos doentes, usuários de álcool e outras drogas/tabagistas são mais propensos a contrair a tuberculose. Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para iniciar imediatamente o tratamento, caso seja confirmada a doença.

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