Prefeitura começa o trabalho de monitoramento da cheia em áreas de risco

Manaus – A Prefeitura de Manaus deu início nesta segunda-feira (8) ao monitoramento das áreas que podem ser atingidas pela cheia do Rio Negro.

De acordo com o primeiro alerta do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na capital, o Rio Negro deve atingir a cota máxima de 27m10cm, menor do que no ano passado quando foi registrada a maior cheia, com o nível chegando a 27m97cm. Ainda assim, o fenômeno de 2013 é considerado preocupante.

A equipe da Defesa Civil Municipal percorreu toda a orla de Manaus, começando pelo bairro São Raimundo, onde foi identificado que das 350 casas atingidas pela subida do rio no ano passado, 80% das famílias já foram retiradas pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Os técnicos utilizaram lanchas e também percorreram os bairros: Glória, Presidente Vargas, São Geraldo, São Jorge e Educandos.

Em nenhuma das áreas foi identificado alagamento, porém, o nível do rio está a poucos centímetros das casas. Segundo o chefe do departamento de resposta da Defesa Civil de Manaus, sargento Altacir Gomes, o monitoramento visa a prevenção para evitar desastres. “Nosso trabalho é fazer o monitoramento utilizando como base a cota prevista pelo CPRM para verificar a quantidade de casas que podem ser afetadas e quais os serviços que precisam ser feitos, como construção de pontes e marombas” explicou.

Durante o trabalho de monitoramento, os técnicos conversaram com os moradores. A dona de casa Neuzuina Ferreira, que mora há 12 anos no beco do Cás, no São Raimundo, disse que no ano passado precisou abandonar a residência. “Esse trabalho que eles estão fazendo é bom porque a gente pode conversar com eles, e, eles podem ver como tá o nível da água para não ir tudo pro fundo. Ano passado subiu mais de um metro dentro de casa”, disse ela.

As residências que forem identificadas com alto risco de desabamento serão cadastradas e terão a situação repassada à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que deve beneficiar os atingidos com ‘aluguel social’. Em caso de famílias já cadastradas pelo Prosamim, a Defesa Civil fará o laudo e entregará o documento ao Estado.

O trabalho de monitoramento visa a ação preventiva e deve ser feito semanalmente na orla e nos bairros de Manaus.

Fonte: Semcom 

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