Prefeito reúne com camelôs e firma pacto para revitalizar o centro histórico de Manaus

A prefeitura de Manaus continua trabalhando firme com o objetivo de revitalizar inteiramente o chamado centro histórico de Manaus e uma das ações diz respeito a retirada dos “camelôs” da área, que transformaram ao longo dos anos o centro numa grande favela a céu aberto, com milhares de barracas de ambulantes espalhadas no local.

A medida, também beneficiará os bairros, que dessa forma passarão a ter esse tipo de comércio inteiramente organizado.

O prefeito Arthur Neto está estudando iniciativas e montando planos, para que o centro esteja com outra cara dentro de pouco tempo e já por ocasião da Copa do Mundo de 2014, que começa na metade do ano, esse trabalho esteja concluído e a cidade apresente um novo aspecto urbanístico.

Essa alias, foi uma promessa feita pelo prefeito Arthur Neto durante a campanha política e está trabalhando com determinação para cumpri-la, embora para isso venha encontrando muitas dificuldades.

Hoje pela manhã, numa concorrida reunião com os ambulantes, o prefeito Arthur Neto, anunciou que vai atender o pedido dos camelôs sobre a administração dos Centros de Comércio Popular (CCP).

Isenção por dez anos

Após a reunião com os camelôs, o prefeito Arthur Neto concedeu entrevista coletivo na sede da Prefeitura e anunciou na oportunidade que os ambulantes serão os responsáveis pelo gerenciamento dos seis ou oito pontos que serão construídos em vários pontos da cidade, que deverão funcionar como centros comerciais ou mini-shoppings e acrescentou que o gerenciamento dos locais será feito pelos próprios camelôs.

Arthur revelou também, que vai isentar o pagamento de impostos municipais em 10 anos para os camelôs. Além disso, pretende oferecer recursos do Fundo Municipal de Apoio a Micro e Pequena Empresa.

O financiamento será em até 15 anos, sendo que os primeiros sete anos e meio serão pagos pela própria prefeitura.
“Os camelôs são pessoas que eu vou honrar do início ao fim do mandato. Camelô terá dinheiro. Não vai pagar aluguel e nem será escravo de empresários”, afirmou.

“Eu dizia que eu tinha um débito com os camelôs e agora estou pagando. Estamos com vocês e essa aliança ninguém será capaz de quebrar”, completou, em discurso aos trabalhadores.

Reivindicações

O presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), José Assis Pereira, reuniu cerca de 1,5 mil trabalhadores para reclamar ao prefeito sobre os custos necessários com a mudança dos pontos nas ruas do Centro de Manaus para os CCP.

O sindicato pretende apresentar um projeto de CCP administrado pelos camelôs em até 100 dias. Serão de seis a oito pontos espalhados entre o Centro de Manaus e bairros da zona leste da capital. Os prédios utilizados serão cedidos pela prefeitura.

“Não queremos nada de graça. Queremos pagar, mas queremos pagar sendo donos do espaço”, garantiu Pereira, ressaltando que os CCPs seriam administrados por um instituto criado pelos camelôs. Atualmente, 2134 comerciantes estão cadastrados.

(Amazonianarede – Redação)

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