Polícia Federal prende sete pessoas acusadas de desviar verba federal em Iranduba

Polícia Federal efetua prisões de acusados de desviar recursos públicos, em Iranduba
Polícia  Federal efetua prisões de acusados de desviar recursos públicos, em Iranduba
Polícia Federal efetua prisões de acusados de desviar recursos públicos, em Iranduba

Amazonas – A segunda-feira foi de muita agitação na cidade de Iranduba, que vive um grave momento provocado por corrupção política, comandado pelo prefeito afastado e preso, Xinaik Medeiros, Hoje a Polícia Federal chegou cedo a cidade para e começou a agir para mandados de prisões para á acusados nesse esquema de corrupção, descoberto pela “operação cauxi”, onde o esquema teria desviados recursos públicos da ordem de R$ 56 milhões.

Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal do Amazonas, na manhã desta segunda-feira (16), acusadas de participar de um esquema de desvios de verbas públicas federais no município de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus. As prisões ocorreram durante a Operação Dízimo.

Aproximadamente 70 policiais federais começaram a cumprir 29 mandados judiciais nas cidades de Manaus e Iranduba, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva.

Segundo a PF, a organização criminosa é composta por vereadores, secretários municipais, funcionários públicos municipais e empresários que atuam de forma estruturada, com clara divisão de tarefas e uma intensa movimentação financeira.

A atuação do grupo baseava-se em servidores públicos cobrando valores (dízimo) dos empresários para que fossem realizados contratos públicos com a Prefeitura de Iranduba baseados em licitações fraudadas. Os valores recebidos mensalmente eram distribuídos entre os servidores e outros integrantes do grupo, inclusive vereadores, em troca de apoio político.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio dos bens e valores dos criminosos no montante aproximado de R$ 52 milhões visando o futuro ressarcimento do Estado. Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, fraudes em licitações e organização criminosa.

 Cauxi

O movimento na cidade, foi intenso,
O movimento na cidade, foi intenso,

Na semana passada, o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil e a Corregedoria-Geral da União deflagraram a Operação Cauxi em Iranduba para combater um esquema de corrupção em licitações que teria gerado prejuízo de R$ 56 milhões ao município. Foram presos o prefeito da cidade, Xinaik Medeiros, e secretários.

Na ocasião, 20 mandados judiciais foram cumpridos. Os integrantes do esquema foram acusados crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal. Os órgãos descobriram o uso de “laranjas” no esquema.

Parceria

Durante coletiva de imprensa sobre a operação, o superintendente da PF, delegado Marcelo Rezende, falou se uma possível parceria entre o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal traria melhores resultados ao combate à corrupção em Iranduba. “Nem sempre é possível trabalhar em conjunto”, disse.

“Em tese uma ação conjunta, mais coordenada, é mais eficiente, mas nem sempre é possível fazer assim. As instituições vão se comunicar agora, conversar e tentar analisar o que cada uma buscou para saber se existe uma informação que possa contribuir com a investigação que tramita na outra instituição”, disse Rezende.

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