Polícia Civil elucida desaparecimento e prende dupla envolvida em latrocínio

(Foto: Ascom)

A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo Delegado Geral Adjunto, Mário Aufiero, reuniu a imprensa local na tarde desta terça-feira (8) para falar sobre as investigações em torno do desaparecimento de Claudio Rodrigues de Lima, 20, morto no dia 23 de setembro do ano passado.

O caso foi acompanhado pela equipe do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), sob o comando do Delegado Sandro Sarkis.

Claudio foi dado como desaparecido pelos familiares desde o dia 22 de setembro de 2012 e a confirmação da morte aconteceu na semana passada, com as prisões de Gilson Silva do Carmo, 27, conhecido como “Marcelo”, ex-namorado de Claudio, que estava em Porto Seguro (BA), e André Souza dos Santos, 18, em cumprimento de mandados de prisão temporária, expedidos pela juíza Anagali Marcon Bertazzo, da 6ª Vara Criminal.

Com o apoio de Policiais Civis de Porto Seguro, Gilson foi preso por uma equipe do DRCO no dia 30 de setembro deste ano na rua das Palmeiras, bairro Pacatá, distante 393 km em linha reta de Salvador, na Bahia. André foi preso na manhã da última sexta-feira (4), na residência dele, no beco Ananogueira, Educandos, Zona Sul de Manaus.

“Quando recebemos o caso, analisamos todas as provas, os termos de declaração colhidos até aquele momento, por meio de dados passados pelos familiares, que haviam feito um suposta compra em um determinado estabelecimento comercial.

Tivemos acesso ao circuito de segurança do estabelecimento, que foi fundamental para definirmos a linha de investigação”, frisou o Delegado Sandro Sarkis.

De acordo com o Diretor do DRCO, aproximadamente 40 dias após o desaparecimento da vítima, Gilson utilizou o cartão da conta bancária de Claudio para comprar um produto num estabelecimento. Segundo os familiares da vítima, Gilson estava com o cartão bancário e senha do estudante. Com base nas imagens dos vídeos, pedimos judicialmente a quebra do sigilo bancário de Claudio, onde foi feito o confronto de horário e dia do consumo feito pelo suspeito. “A operação recebeu o nome de “Barcelona”, que é o nome do estabelecimento onde o cartão foi usado por Gilson”, disse.

Durante a coletiva de imprensa, realizada na sede do DRCO, o Delegado Geral Adjunto, Mário Aufiero, explicou que a Polícia Civil teve muita cautela para poder chegar até aos autores do crime. “Levou um certo tempo para cumprir os mandados de prisão dos envolvidos porque os autores, principalmente Gilson, suspeito de planejar e participar da execução da vítima, dificultava o andamento do trabalho investigativo devido às constantes mudanças de cidades, até ser localizado em Porto Seguro”, declarou.

A vítima foi vista pela última vez no dia 21 de setembro do ano passado, saindo do apartamento onde morava, no condomínio Jardim Imperial, localizado na Passagem Castelo Alves, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, na companhia de Gilson, com quem mantinha um relacionamento amoroso.

Em depoimento no DRCO, Gilson confessou o crime e disse que André o ajudou a planejar, executar e ocultar o corpo de Claudio. Na ocasião, Gilson alegou que o crime teria sido motivado porque a vítima o ameaçava de morte por não aceitar o fim do relacionamento. Na última sexta-feira (4) ele levou a equipe da Polícia Civil até o local onde a dupla matou e enterrou o corpo do estudante, um sítio localizado na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, no Lago do Tarumã-Açu, fato ocorrido no dia 23 de setembro do ano passado.

Policiais do DRCO acompanharam a exumação do corpo de Claudio realizada por servidores do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC). De acordo com o Diretor do IML, Sérgio Machado, o corpo masculino adulto apresentava avançado estágio de decomposição.

“Os trabalhos foram iniciados pela equipe do IML no próprio sítio e um laudo deverá ficar pronto entre 15 a 20 dias. Inicialmente será feito um laudo antropológico auxiliado pela radiologia, odontologia legal e laboratório de genética do DPTC. Possivelmente houve ação pérfuro-contundente, ou seja, tiro, na cabeça e no tórax da vítima”, explicou Sérgio Machado.

Sandro Sarkis destaca que foi um caso difícil de ser investigado, mas que foram utilizadas todas as técnicas e recursos disponíveis pela Polícia Civil para a elucidação do crime. “Ressalto o excelente trabalho executado por toda a equipe do DRCO, que se empenhou na elucidação dessa ocorrência. Agradeço também o apoio dado pelos Policiais Civis da Bahia, que contribuíram para o desfeche do caso”, argumentou.

Gilson e André estão presos em cumprimento de mandados de prisão temporária, que serão convertidos em mandados de prisão preventiva após o Delegado Sandro Sarkis requerer à Justiça. Eles foram indiciados por ocultação de cadáver e latrocínio. Após os procedimentos cabíveis, serão conduzidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde ficarão à disposição da Justiça.

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