Polícia anunciou que 8 mortos em Manaus têm ficha criminal

Delegado faz um balanço da situação e acha que houve orquestração para o crimes
Delegado faz um balanço da situação e acha que houve orquestração para o crimes
Delegado faz um balanço da situação e acha que houve orquestração para o crimes

Amazonas – O delegado-geral da Polícia Civil, Orlando Amaral, afirmou  na tarde desta segunda-feira (20) que números parciais da investigação indicam que oito vítimas de homicídios registrados no fim de semana em Manaus têm passagem confirmada pela polícia por crimes de roubo, furto e tráfico de drogas. O delegado não divulgou quem são os mortos que têm ficha na polícia e disse que esse número se refere a investigação dos homicídios ocorridos na madrugada de sábado (18).

Amaral também declarou que a investigação sobre a morte de um sargento da Polícia Militar (PM-AM) pode ser essencial para descobrir a autoria dos outros crimes. Entre as 22h da sexta-feira (17) e as 10h desta segunda, a polícia registrou 35 assassinatos na capital amazonense.

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De acordo com Amaral, as investigações já apuraram os mais de 20 assassinatos ocorridos até a madrugada de sábado.

“Descobrimos que oito pessoas já tinham passagem pela polícia e o restante não. Não quer dizer que eles não tenham envolvimento com o crime. Também não descartamos que pessoas inocentes tenham sido mortas”, disse.

Segundo Amaral, os crimes podem estar relacionados a morte de um sargento da polícia militar ocorrida no estacionamento de um banco, no bairro Educandos, na Zona Sul de Manaus. Para a investigação, foram convocadas as delegacias especializadas em Homicídios e Sequestros (DEHS) e Roubos e Furtos (DERF), o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e  o Serviço de Inteligência.

“Comenta-se que pode ser represália de um grupo da PM, ou, que pode ser uma briga de facções que começa dentro do presídio e termina na cidade. Se for da PM ou facção criminosa, [os responsáveis] terão que arcar com as consequências. Estamos focando na investigação da morte do sargento e acredito que, esclarecendo essa morte, teremos um direcionamento. Vamos apurar os fatos e chegar nas autorias, talvez eu não chegue em todas, mas algumas delas podem explicar para a população o que aconteceu”, disse.

O delegado geral comentou, ainda, sobre os assassinatos que ocorreram de sexta para sábado. Segundo Amaral, pelo menos 16 dos casos foram cometidos da mesma forma em um curto espaço de tempo. “Foram mortes orquestradas, com uma quantidade um pouco mais elevada de tiros e a particpação de uma moto com dois suspeitos e um suporte de um carro. Acreditamos que esse grupo estava dividido pela cidade. Eram grupos que não haviam matado pela primeira vez, sabiam o que estavam fazendo”.

Número de mortes

Subiu para 35 o número de assassinatos em Manaus desde a noite da sexta-feira (17), segundo dados da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O caso mais recente foi o de um ajudante de pedreiro morto a tiros na manhã desta segunda-feira (20), na Rua Sacaca, bairro Jorge Teixeira.

Investigação

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes,no domingo (19), que policiais militares e civis estão nas ruas da capital para ajudar nas investigações dos homicídios registrados na cidade.

Fontes suspeita que os homicídios possam ter uma motivação única e disse que a polícia está elaborando um mapa para ajudar na investigação.

“Estamos fazendo hoje [domingo] um mapa com linha do tempo e localização [dos homicídios] para saber se, pela proximidade, podem ter sido os mesmos grupos. Não se pode dizer com certeza quantos efetivamente estão ligados. Cinco crimes ocorreram no bairro Educandos, dois ou três no Zumbi. Talvez haja uma motivação única para esses homicídios registrados nos mesmos locais”, disse.

O secretário de Segurança Pública também afirmou que não há como saber se os  assassinatos registrados neste domingo têm relação com a série de homicídios ocorrida entre sexta-feira e sábado.

“A princípio, não tem nenhuma relação. Não sabemos nem quais dos 21 homicídios [registrados até sábado] estão ligados entre si”, declarou.

Nesta segunda (20), o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Fábio Monteiro disse suspeitar que a série de mortes registradas em Manaus possa ter relação com a existência de um grupo de extermínio. Monteiro considerou a situação “preocupante” e disse que irá se reunir com órgãos de segurança.

O procurador-geral considerou o número de mortes “preocupante e inaceitável”. “A situação é grave e absurda. Evidentemente, o Ministério Público estará monitorando para responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado. Não interessa se é facção criminosa ou policial militar. O que interessa é que a população não pode ficar sem uma resposta”, disse.

Monteiro explicou ainda que o procedimento adotado pelo Ministério Público será reunir as “forças” para apurar os assassinatos. Ele disse que pretende se reunir com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, ainda na manhã desta segunda-feira (20), para tratar da situação.

“Irei acionar o secretário de Segurança e designar promotores de Justiça para acompanhar em conjunto os procedimentos que a própria SSP está tomando. Entendo que é extremamente importante, e todos nós temos a responsabilidade com as políticas de segurança pública”, justificou o procurador-geral.

Amazonianarede-G1,Am

 

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