Obras inacabadas prejudicam população de Parintins (AM)

(Reportagem: Messias Cursino – Jornal da Ilha)

É muito comum assistir e ver nos meios de comunicação escrito (jornais) e falado (TV e rádio) notícias de obras inacabadas em todo Brasil, são recursos públicos, ou seja, do cidadão brasileiro que paga seus impostos, que devem retornar em forma de investimentos em benefício da coletividade com saúde, educação, infraestrutura e etc.

Em Parintins, só para lembrar, no início da década de 1990, o prefeito da época – Raimundo Reis, no final de seu governo iniciou a construção da Casa da Cultura, como forma de consolidar a marca de Parintins como a Terra da Cultura, onde se faz a maior manifestação cultural do norte do Brasil, obra esta que não chegou a ser concluída. Na época o prefeito afirmou e afirma até hoje ter deixado material de construção e recursos financeiros para sua conclusão.

Outra obra iniciada, concluída e inaugurada também no governo Raimundo Reis foi a tão sonhada Escola Agrícola de Vila Amazônia, que tinha como objetivo qualificar filhos de Produtores Rurais do Município, num modelo moderno de Tempo Integral, numa época em que apenas Brizola e Darcy Ribeiro falavam e utilizavam essa expressão no Brasil. Nessa escola foi investido mais de U$ 1.000.000,00 isto mesmo que está escrito, Um Milhão de Dólares – salas de aulas, sala de laboratório, alojamentos, equipamentos agrícolas modernos, estábulos, pocilgas, aviário, apiário, toda equipada, pronta para funcionar e formar capital intelectual através da educação, conhecimento das técnicas agrícolas mais avançadas tornando a Gleba de Vila Amazônia maior produtora de alimentos, gerando economia, tornando socialmente mais justo a condição de vida do homem rural e com a produção ambientalmente sustentável, uma outra realidade, o que certamente tornaria o município numa referência de produção e produtividade na agropecuária. Exemplos citados para não esquecer e para refletir.

CARBRÁS I assumiu o governo prometendo fazer um governo próximo da perfeição, uma revolução nunca vista, era um delírio, um sonho. Infelizmente a Cultura e a Educação não eram prioridade de seu governo, a casa da cultura foi abandonada e o funcionamento da Escola Agrícola nunca aconteceu e também foi abandonada. No caso da casa da cultura sumiram os recursos financeiros e o material que o prefeito anterior afirma até hoje ter deixado, e da escola agrícola, carro, tratores, arados, microscópios sumiram, nem um jovem se formou na escola agrícola de Vila Amazônia que ficou abandonada e no mato durante muitos anos. E o mais interessante é que as razões da falta de continuidade dessas obras foram colocadas na conta das divergências políticas e das diferenças pessoais. Como na política os aliados de hoje podem ser seus adversários de amanhã e os adversários de ontem podem ser os aliados de hoje, e foi isto justamente o que aconteceu, o ex-prefeito das obras da casa da cultura e da escola Agrícola Raimundo Reis e o filho do ex-prefeito que abandonou as obras Alexandre da Carbras são hoje grandes aliados, estiveram juntos na eleição e agora é conselheiro – mor de seu governo. Enquanto isso a população ficou sem as duas obras importantes para o desenvolvimento cultural, educacional, econômico, social de nossa cidade e de nosso povo.

CARBRÁS II hoje estamos assistindo se repetir a mesma história, um governo que assumiu com o mesmo discurso, a mesma promessa, o mesmo delírio e no discurso do sonho. A administração anterior deixou 03 Centros de Saúde – 02 prontos e 01 com mais da metade da obra realizada, 05 Ginásios Cobertos em obras, Restaurante Popular, Mini Vila Olímpica, Orla do Bairro Paulo Correa e União, Praça da Juventude e Cultura no Bairro da União, Creche de Tempo Integral no bairro de Paulo Correa, a primeira de todos os Municípios do Interior, obra de interligação da Francesa com Santa Clara. Tudo está abandonado, inacabado e pelas mesmas razões do passado – DIVERGENCIA POLÍTICA E DIFERENÇA PESSOAL. São milhões de recursos públicos do cidadão que paga seu imposto e que poderiam estar beneficiando milhares de famílias parintinenses, com mais saúde, educação, esporte e lazer, melhor infraestrutura, gerando centenas de empregos aos pais de família e aquecendo a economia local.

Os homens públicos e mandatos são passageiros, a Cidade será eterna, e por maiores que sejam as suas divergências elas sempre serão menores do que o interesse do bem estar e a melhoria da qualidade de vida de seu Povo.

A História se repete, e esse é um dos horrores da História.

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