Número de novos casos de AIDS diminuiu globalmente

Segundo um novo relatório das Nações Unidas, as novas infecções por HIV diminuíram quase 20% na última década, e as mortes relacionadas à AIDS diminuíram cerca de um sexto em cinco anos. O texto inclui os dados sobre HIV de 182 países.

Segundo a ONU, os seres humanos estão conseguindo interromper a trajetória da epidemia de AIDS com ações ousadas e escolhas inteligentes. Os investimentos feitos estão recompensando, mas, segundo os pesquisadores, esses ganhos são pequenos. O próximo desafio é como acelerar esse progresso.

Os dados do relatório global sobre a AIDS estimam que, em 2010, 2,6 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus do HIV, em comparação com a estimativa de 3,1 milhões de pessoas infectadas em 1999.

Também, ano passado, cerca de 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS, em comparação com cerca de 2,1 milhões em 2004.

Entre os jovens em 15 dos países mais gravemente afetados, a taxa de novas infecções por HIV caiu mais de 25%. Os pesquisadores acreditam que essa redução foi conduzida pela adoção de práticas sexuais mais seguras por parte dos jovens.

Mas nem todas as notícias são boas. O relatório também mostrou realidades tristes. Mesmo que o número de novas infecções por HIV esteja em declínio, há duas novas infecções pelo vírus para cada pessoa que inicia o tratamento da AIDS.

A África Subsariana também continua a ser a região mais afetada pela epidemia, com 69% das novas infecções por HIV. Em 7 países, principalmente na Europa Oriental e Ásia Central, as taxas de novas infecções por HIV têm na verdade aumentado em 25%. E, na região do Pacífico na Ásia, 90% dos países têm leis que impedem os direitos das pessoas que vivem com HIV.

Além disso, apesar do menor número de novas infecções e mortes relacionadas à Aids, a demanda por recursos continua superando a oferta. A quantia doada por governos na luta contra a AIDS foi menor em 2009 do que em 2008. Segundo a ONU, os declínios em investimentos internacionais vão afetar os países de baixa renda, já que a maioria – quase 90% – conta com o financiamento internacional para seus programas contra a Aids.

[CNN]

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