Microsoft vai deixar de produzir versões do Windows

Empresa quer gastar menos para convencer clientes de que novas versões de sistema operacional são melhores
Empresa quer gastar menos para convencer clientes de que novas versões de sistema operacional são melhores
Empresa quer gastar menos para convencer clientes de que novas versões de sistema operacional são melhores

O Windows 10 será a última grande atualização do sistema operacional da gigante de tecnologia Microsoft, informou a companhia.

Na semana passada, Jerry Nixon, executivo de desenvolvimento da empresa, já havia dito, durante uma conferência, que o Windows 10 seria a “última versão” do software, que domina o mercado de computadores há décadas.

As declarações de Nixon foram confirmadas pela Microsoft, que informou que atualizaria o Windows no futuro de “maneira contínua”.

Segundo a companhia, em vez de novas versões individualizadas, o Windows 10 passaria a ter atualizações periódicas.

Nixon falou sobre a novidade durante uma conferência da Microsoft realizada em Chicago na semana passada.

Por meio de um comunicado, a Microsoft afirmou que as declarações de seu executivo refletem uma mudança na forma como seu software será produzido.

“Windows será entregue como um serviço trazendo inovações e atualizações de uma forma contínua”, informou a Microsoft, que disse esperar que o software tenha “vida longa”.

Sem Windows 11

A Microsoft informou que ainda não decidiu como vai chamar o sistema operacional após o Windows 10.

“Não haverá Windows 11”, afirmou Steve Kleynhans, vice-presidente de pesquisas da consultoria Gartner.

Kleynhans afirmou que a Microsoft já tinha evitado usar o nome “Windows 9” para a versão que veio após o Windows 8. Em vez disso, optou pelo nome “Windows 10” como uma forma de ruptura com o passado de versões individuais do sistema operacional.

No entanto, disse ele, a iniciativa criou muitos problemas para a Microsoft e seus clientes. “A cada três anos, a Microsoft cria “o próximo sistema operacional maravilhoso”, afirmou ele.

A companhia também teve de destinar grandes somas de dinheiro e investimento em marketing para convencer o público que uma nova versão não só era necessária, mas melhor do que a anterior, explicou Kleynhans.

Mover-se em uma direção na qual o Windows seja constantemente atualizado quebraria esse ciclo, dando maior flexibilidade para que os usuários testem novas funcionalidades e a empresa veja como eles reagem.

‘Passo positivo’

A maior parte das receitas gerada pelo Windows para a Microsoft vem das vendas de novos computadores, e Kleynhans acredita que isso não deve ser afetado.

“De forma geral, esse é um passo positivo, mas há alguns riscos”, diz.

“A Microsoft terá de trabalhar duro para manter atualizações periódicas e novas funcionalidades”, afirma, acrescentando que há questões ainda não respondidas sobre como os clientes corporativos se adaptariam à mudança e como a Microsoft forneceria apoio.

“Isso não significa que o Windows está congelado e nunca mais avançará de novo. De fato estamos vendo praticamente o oposto, com o ritmo das atualizações do Windows se deslocando em alta velocidade.”

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