Mais informação e menos preconceito foi o apelo principal no Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Manaus – Mais de mil pessoas participaram da solenidade do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, que foi realizada na tarde desta terça-feira, 2 de abril, no Porto do São Raimundo, zona oeste de Manaus.

A mobilização contou com a presença da presidente do Fundo de Promoção Social (FPS) e primeira-dama do Estado, Nejmi Aziz, e teve o objetivo de sensibilizar os participantes sobre o autismo.

A cor azul, símbolo principal do movimento em vários países, fez parte da iluminação cênica da Ponte Rio Negro e das vestimentas das pessoas presentes no evento. A campanha foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 2 de abril de 2008. Segundo estimativas do órgão, a incidência do autismo é de cinco para cada mil crianças, sendo mais comum no sexo masculino, na razão de quatro homens para cada mulher afetada.

A primeira-dama Nejmi Aziz enfatizou que a campanha deve continuar, diariamente, para que reduza o preconceito. “É importante que todos os dias possamos passar as informações para a sociedade, porque o que os pais querem é menos preconceito e mais informação para que os filhos estejam inclusos na sociedade. E nesse dia muita gente recebeu diversas informações para multiplicar entre seus amigos e familiares”, comentou.

O autônomo Carlos Brasil, 40, que possui um filho autista de 14 anos, disse que ter esperança de menos preconceito para os filhos autistas. “Essa conscientização é muito importante para nós, que somos pais de filhos autistas, porque temos esperança que dias melhores e com menos preconceito virão”.

Cartilhas – Durante o evento, a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) distribuiu cinco mil cartilhas com informações sobre a Lei nº 12.764 de 27/12/12, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Autismo.

Segundo o presidente do Instituto Autismo no Amazonas, Joaquim Melo, os materiais servem para divulgar conhecimentos sobre a causa para a população e profissionais na área da saúde e educação. “Essa mobilização é importante porque temos uma demanda alta em nossa cidade. E com isso há uma intensa necessidade de informação e capacitação para os professores e médicos que atuam com as pessoas autistas. Da mesma forma para a sociedade que ainda precisa de mais esclarecimento sobre a causa”, explicou. 

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