Mãe do Bebê afogado no Rio Negro deixa a prisão

A mãe (blusa preta e saia rósea) do bebê que foi jogado no Rio Negro, onde morreu afogado, saiu da prisão
A mãe (blusa preta e saia rósea) do bebê que foi jogado no Rio Negro, onde morreu afogado, saiu da prisão
A mãe (blusa preta e saia rósea) do bebê que foi jogado no Rio Negro, onde morreu afogado, saiu da prisão

Manaus, AM – A mãe do bebê Pablo Pietro, Cleudes Maria Batista de Moraes, de 23 anos, teve a prisão revogada e foi liberada na tarde desta quinta-feira (10). Ela foi presa na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste de Manaus, no dia 3 de setembro, suspeita de jogar o filho no Rio Negro.

A Justiça expediu alvará de soltura após o pai da criança, Josias de Oliveira Alves, 29, assumir a autoria do crime.  Após ser liberada da delegacia, Cleudes falou com a imprensa a afirmou que ”  Justiça foi feita”.

A criança de quatro meses está sumida desde 14 de agosto. De acordo com informações da Polícia Civil, Josias teria jogado o bebê no rio após uma discussão com Cleudes sobre o pagamento de pensão alimentícia. O canoeiro foi preso após se apresentar à polícia no dia 21 de agosto. O pai foi encaminhado à cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa ainda nesta tarde.

“Com certeza agora a justiça foi feita. Eu sempre disse, desde o inicio, que eu era inocente e, graças a Deus, ele confessou a verdade. Me sinto ainda péssima porque a dor não passa, perdi meu filho e nada disso vai fazer ele voltar”, declarou. Sobre a atitude de Josias, a jovem disse que preferia não comentar e que estava passando mal.

O alvará de soltura foi assinado pela juíza da 1ª Vara do tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mirza Telma de Oliveira Cunha. “Com base na confissão dele (Josias),ingressamos com o pedido de liberdade dela. Juntamos o depoimento assinado tanto por ele, como pelo seus advogados e com base nisso o promotor de justiça deu um parecer favorável. A Juíza entendeu por bem soltá-la, mas impôs algumas condições para que ela fique em liberdade como não se ausentar da comarca, não frequentar bares, retaurantes, casas noturnas e etc”, disse o advogado Tiago Monte.

A defesa de Cleudes disse que o pedido de revogação de prisão foi protocolado ainda na noite da terça-feira (8), mas o primeiro pedido foi negado. Um segundo pedido de revogação de prisão foi protocolado na noite de quarta-feira (9).

Ainda segundo Monte, Cleudes vai declarar em juízo nesta sexta-feira (11) o local onde pretende ficar até o término do inquérito policial. “Ela vai declarar se vai ficar em Manaus ou Manacapuru, mas será um local de fácil acesso para a defesa manter contato”, disse

Sobre a possibilidade de que Cleudes seja indiciada por omissão de socorro, a defesa afirma que vai trabahar para que isso não ocorra. “Isso chega até a ser engraçado. O delegado cogitou essa possibilidade, mas eu creio que ele mesmo não irá prosseguir diante da confissão, diante de tudo o que foi visto”, ressaltou Monte.

O pai foi encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, na Zona Sul de Manaus, onde ficará à disposição da justiça até o término do inquérito policial. Ao ser liberado, ele não não quis comentar o caso à imprensa.

O delegado Ivo Martins, é quem investiga o caso
O delegado Ivo Martins, é quem investiga o caso

Conclusão

O delegado titular da DEHS, Ivo Martins, afirmou que, com a confissão de Josias, considera o caso encerrado e que agora tem um prazo de dez dias para concluir o inquérito policial.

“Com a confissão do Josias, foi possível compatibilizar a mecânica dos fatos, tornar uníssona as versões de modo que tudo nos leva a crer que oo fato aconteceu por conta dele, sendo ele o autor do fato e ela a vítima. O que temos que fazer ainda é relatar o inquérito, falar com duas ou três pessoas, concluir com o Insitituto Médico Legal (IML) a cerca do corpo pra gente tornar mais forte a materialiadade indireta. Mas, podemos entender que o caso etá encerrado a partir da confissão”, disse.

Martins comentou que o inquérito não descarta o indiciamento de Cleudes por omissão de socorro, porém, no momento, não é uma possibilidade. “Ela foi liberada, mas, foram impostos medidas cautelares sob a pena de ela ter o benefício revogado. Temos o prazo do inquérito para verificar, se aparecer alguma informação nova é possível que sim. Nesse momento, ela contnua vítima”, aifrmou.

O titular da DEHS ainda declarou que conversou com a diretora do IML e as chances de emersão do corpo do bebê são mínimas. “Falei com ela e ela me disse que pela tenra idade, os gases post-mortem não teriam força suficiente para emergir o corpo. Esse também é outro detalhe que precisamos relatar para concluir o inquérito”.

Josias (C), o pai assassino permanece na prisão
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Confissão

Josias Alves confessou na tarde da terça-feira (8) à Polícia Civil que jogou o filho no Rio Negro durante discussão por pensão alimentícia, no dia 14 de agosto. Desde o dia do crime o Corpo de Bombeiros fez buscas pela criança, mas não localizou nenhum vestígio. O canoeiro foi preso após se apresentar à polícia no dia 21 de agosto, mas chegou a acusar várias vezes a mãe do bebê da autoria do crime.

A defesa de Cleudes Batista disse  que a jovem ficou “emocionada quando a verdade veio à tona”. “Ela [Cleudes] ficou extremamente emocionada com notícia que ele confessou. Ela está com muita saudade do filho mais velho que tem cinco anos de idade”, afirmou a advogada.

Amazonianarede-G1

 

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