“Macaxeira” é condenado a mais de 191 anos

Manaus – Por maioria de votos do Conselho de Sentença, Elmar Libório Carneiro, também conhecido como “Macaxeira”, foi condenado a 191 anos e 22 dias, cuja a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A sentença foi lida já na madrugada desta sexta-feira (05), depois de 20 horas de julgamento no Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus.

Em caso de recurso, o juiz de Direito Anésio Rocha, titular do 2º Tribunal do Júri e que presidiu o julgamento, determinou que o réu deverá continuar preso, uma vez que permaneceu foragido da Justiça por mais de dois anos até ser encontrado pela polícia e reconduzido ao presídio.

“Macaxeira” foi um dos envolvidos na chacina ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o maior do Estado do Amazonas, no dia 25 de maio de 2002, e que resultou na morte de 13 pessoas, sendo um agente penitenciário e 12 presos.

Dos acusados já julgados, Elmar Libório foi o que recebeu a maior pena. Em 2011, Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira foram condenados a 120 anos, 132 anos e 120 anos, respectivamente.
Macaxeira é condenado a mais de 190 anos de prisão.

No julgamento iniciado na manhã de ontem, das cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público, quatro não compareceram. E a outra testemunha, Elgo Jobel Fernandes Guerreiro, foi assassinada no ano passado.

Em função disso, o Ministério Público apresentou a gravação do depoimento dele durante o julgamento de 2011, de outros três envolvidos. Nesse relato, Jobel descreveu, em detalhes, como a chacina aconteceu, citou nomes e quem eram os “cabeças” do massacre dos presos e do agente penitenciário. O depoimento foi concluído já no final da manhã.

À tarde, foram ouvidas as cinco testemunhas de defesa e o réu foi interrogado por volta das 19h. 

Macaxeira foi acusado de trancar os portões de acesso às alas do presídio no dia 25 de maio de 2002, por volta das 07h10, e, juntamente com outros detentos, armados com revólveres e armas diversas (martelo, vergalhões, facas e estoque), de promover a chacina. Os homicídios, segundo os autos, se deram por motivo “torpe”, por vingança – um “acerto de contas” entre inimigos.

Amazonianarede – Tjam 

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