Invasão de ambulantes: fenômeno que cresce e deixa a cidade mais feia

(Reportagem e foto: Sérgio Costa)

Em Manaus já virou até tradição: basta um evento que reúna grande quantidade de pessoas e eles aparecem. Os ambulantes e camelôs tomam conta dos espaços.

Neste domingo (27), último dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2013 -, um trecho de calçada da avenida Constantino Nery, amanheceu tomado por bancas, barracas e até frasqueiras com camelôs oferecendo todo o tipo de produto, inclusive os pirateados, como Cds, DVDs, óculos, jogos entre outros.

Risco à saúde

Em algumas dessas bancas, é visível a falta de preocupação com a higiene. Os alimentos, principalmente sanduiches preparados na hora, são manipulados à céu aberto, sem a utilização de roupas adequadas e luvas, em a poeira que é levantada pelo tráfego de carros, ônibus e caminhões, bastante pesado nesta importante via da cidade.

Regras da vigilância sanitária são completamente ignoradas.

Problema é cultural

Por mais que governos e prefeituras implantem programas visando tirar esses trabalhadores da informalidade, os resultados são pouco significativos. Até parece que quanto mais se retiram camelôs das ruas e calçadas, mais vão surgindo.

Uma das regras básicas da economia trata sobre a oferta e procura. Ou seja, se existem compradores sempre irão existir os vendedores. Em Manaus, também já virou costume da população fazer as refeições pelas ruas, desde o café da manhã até o “churrasquinho de gato do final da tarde, encontrado com facilidade em qualquer esquina.

O certo é que além de ser um problema de saúde pública, a alimentação sem cuidados com a higiene, a proliferação de ambulantes contribui de forma negativa para a imagem da cidade. Ainda mais Manaus, uma das sedes da Copa de 2014.

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