INPA promove oficinas em barco-escola e excursão pelo Rio Negro

Amazonianarede – INPA – Fernanda Farias

Manaus – As estudantes selecionadas do programa “ScienceCamp – Elas na Ciência”, uma parceria entre o Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e Embaixada Americana, participaram de uma excursão em barco-escola, onde foram apresentadas oficinas relacionadas à biota aquática.

“Hoje as meninas tem a oportunidade não apenas de contemplar a natureza, mas também aprender sobre as pesquisas que são desenvolvidas a partir desses elementos naturais. Por isso trouxemos grupos de referência do Inpa que possuem um enorme conhecimento sobre essa biota”, declarou a coordenadora do evento e pesquisadora do Inpa, Denise Gutierrez.

Durante o passeio, seguindo pelo Rio Negro, a pesquisadora Rita Mesquita discursou sobre o significado que a floresta tem para seus moradores, em relação à riqueza que oferece. “Nossa floresta tem diferentes significados para diferentes tipos de pessoas. As que habitam a floresta e a utilizam para adquirir os recursos necessários para se sustentar, conseguem proteger muito mais essa riqueza. E, hoje em dia, 53% da Amazônia é protegida para conservar a biodiversidade e também os modos de vida tradicional das pessoas que vivem nela”, explicou.

A também pesquisadora do Inpa, Maria do Socorro, explicou às jovens como ocorre o encontro dos rios Negro e Solimões, e ainda a diferença sobre as águas existentes na Bacia Amazônica. “Podemos encontrar as águas brancas, que tem origem nos Andes; as águas claras, que tem a cor esverdeada; e as águas pretas, que nascem em terrenos de rochas cristalinas”, ilustrou.

Oficinas sobre a biota aquática

Na oficina“Química das Águas”, a estudante capixaba, Larissa Silveira, 18, comenta que nunca tinha visto um fenômeno natural como o Encontro das Águas de perto. “É a primeira vez que conheço o Encontro das Águas, antes só tinha visto pelos livros mesmo, e fiquei completamente encantada com o modo que elas não se misturam, como a pesquisadora explicou na oficina, que acontece por conta de sua densidade, velocidade e temperatura”, comentou a estudante.

A presidente da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), Nívia do Carmo, mostrou às jovens, como é realizado o trabalho em campo com os botos e discorreu também sobre a ameaça que esses animais sofrem. “Aqui na Amazônia estamos percebendo uma grande mudança no habitat natural dos botos. Com a construção de hidrelétricas, o ambiente desses animais está ficando cada vez mais reduzido, fora a caça predatória que tem diminuído significativamente a população desses animais”, alertou a pesquisadora.

A estudante baiana Amanda de Jesus, 18, que participou da oficina dos mamíferos aquáticos, afirmou que aprendeu muito sobre a conservação desses animais e o porquê são tão importantes para o meio em que vivem. “Aprendi que temos que proteger, não apenas os mamíferos aquáticos da Amazônia, mas todos os animais, assim como a natureza como um todo, pois tudo faz parte do meio ambiente”, disse.

Após as oficinas, já em Manaus (AM), as estudantes realizaram um passeio pela Ponte Rio Negro – ponte estaiada da rodovia AM-070 (também chamada de Rodovia Manuel Urbano), que liga Manaus ao município de Iranduba – , e seguiram para uma visita cultural ao Teatro Amazonas, no centro histórico da cidade.

Nesta sexta-feira acontece o encerramento do programa com apresentações de projetos desenvolvidos pelas estudantes, além da entrega de certificados.

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