Greve na Suframa poderá paralisar as indústrias do PIM

Amazonianarede – Osny Araújo*

As indústrias do Polo Industrial de Manaus, poderão começar a paralisar as suas produções já a partir da próxima segunda-feira, por falta de insumos importados, que precisam da liberação alfandegária e para isso é necessária a presença de servidores da Suframa que estão em greve por melhores salários, condições de trabalho e aumento do quadro funcional da autarquia.

No momento apenas produtos essenciais como alimentos e medicamentos estão sendo liberados, os demais produtos importados, estão aguardando o desenrolar das negociações.

Caso o PIM sofra um colapso na produção em função da greve, segundo especialistas e empresários, o prejuízo poderá chegar a R$ 300 milhões por dia.

O fato é que a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) está ameaçada pela greve dos funcionários da Suframa; hoje, o polo eletrônico está no auge da produção para atender ao mercado visando a Copa do Mundo; “O impacto é enorme para tudo. Pode afetar 100% do PIM”, alerta o presidente do Centro da Indústria do Amazonas (Ciam), Wilson Périco; O dirigente já havia informado que a paralisação pode causar um prejuízo de R$ 300 mi à indústria do estado.

Os trabalhadores da Suframa reivindicam a realização de um Plano de Cargos e Carreira e melhores condições de trabalho. A greve é por tempo indeterminado. Segundo Périco, o centro da discussão não é a legitimidade da paralisação. O dirigente disse, também, que o direito dos trabalhadores não pode ser cerceado.

“O que nós não podemos aceitar, e eu espero que não aconteça, é que essa paralisação venha a trazer riscos para quem não tem nada a ver com isso, muito pelo contrário, quem depende do serviço público, que são as Indústrias e, principalmente, os colaboradores dessas indústrias”, disse.

Por sua vez, o presidente Associação dos Fabricantes de Insumos e Componentes do Amazonas (Aficam), Cristóvão Marques Pinto, afirma que o setor industrial será o maior prejudicado com greve na Suframa. “Vai prejudicar muito a Indústria. Vai prejudicar a liberação de Guia de Cota e o desembaraço na liberação de carga. E, se a fábrica não trabalha, vai ter que mandar os trabalhadores para casa”, declarou.

O chefe-executivo da Indústria Pamplásticos, Luiz Antonio Pastore, não será possível recuperar as horas perdidas na produção. “Hoje nós temos vários impedimentos de ordem trabalhista, – controle de hora extra, controle de jornada que está bastante rigoroso.

E quando acontece um imprevisto deste com uma greve, causa um distúrbio muito grande. Nossa produção trabalha 24 horas por dia, porque não é recomendado parar as nossas máquinas todo o dia. Se nós perdermos um dia, não dá para recuperar. Então, o impacto é direto na produção, no faturamento do polo todo e cria um tumulto enorme”, explicou.

*Com informações do Jornal do Commercio

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